INSANIDADE COLETIVA: Março 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Entenda a importância da experiência do LHC


Será que estamos perto de provar como surgiu o universo? Cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares comemoram a reprodução, pela primeira vez em laboratório, de um mini Big Bang - a explosão que teria dado origem ao universo. O que será que pensam os nossos cientistas sobre este assunto?

Na teoria, a possibilidade de o mundo ser o resultado de uma grande explosão é bastante viável. Mas é preciso comprovação. É o que a ciência busca em experimentos como o feito no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, na Suíça. Veja o vídeo e entenda:


terça-feira, 30 de março de 2010

CERN - Acelerador de partícula cria recorde de energia

GENEBRA - O Grande Colisor de Hádrons (LHC) bateu um novo recorde nesta terça-feira. O acelerador de partículas coseguiu produzir a colisão de dois feixes de prótons a 7 tera-elétron volts, criando uma explosão que os cientistas estão chamando de um "Big Bang em miniatura". O feito emocionou a equipe do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), que aplaudiu de pé o resultado da experiência assistida por pesquisadores do mundo todo via um link remoto.




O equipamento, cuja construção custou aproximadamente US$ 10 bilhões, retomou suas atividades em novembro. O LHC foi desligado nove dias depois de seu lançamento, em setembro de 2008, por problemas de superaquecimento. O reparo custou mais US$ 40 milhões.

Dez dias atrás, dois feixes de partículas começaram a percorrer, em direções opostas, o túnel oval, a uma energia de 3,5 tera-elétron volts, ou 3,5 bilhões de bilhões de elétron volts (três vezes maior do que o recorde registrado anteriormente).


- Estamos abrindo as portas para a nova física, um novo período de descobertas na história da Humanidade - disse Rolf-Dieter Heuer, diretor-geral do Cern.
Prioridade é a 'partícula de Deus'

Os cientistas esperam que o LHC lance luz sobre grandes mistérios do Universo. A principal motivação é identificar o bóson de Higgs, também conhecido como "partícula de Deus". Proposto em 1964 pelo escocês Peter Higgs, o bóson seria o responsável por dotar de massa tudo o que existe no Universo, transformando gases em galáxias, estrelas e planetas. A partícula também possibilitaria o surgimento da vida na Terra e, talvez, em outros locais do cosmos. Por isso há tanta expectativa de que o LHC forneça provas de sua existência.

Outra missão do Cern é encontrar evidências relacionadas à matéria escura, ou invisível, que seria responsável por cerca de 25% da massa do Universo. Apenas 5% do Cosmos reflete luz. Espera-se, ainda, que o LHC, em seus estimados 20 anos de vida, encontre provas reais da existência de energia escura, que representaria os 70% restantes do Universo.

As conclusões do experimento, no entanto, podem ingressar em um território hoje só explorado pela ficção científica, se comprovarem a existência de universos paralelos ou outras dimensões, além das cinco já conhecidas. E, também, se identificarem e detalharem alguma estrutura que seja anterior ao Big Bang.

Equipe do Cern aplaude o resultado. Foto: AFP

O Brasil está entre os 85 países com representantes na equipe do LHC. Pesquisadores da Coppe/UFRJ atuaram em estudos de computação, calorimetria e filtragem de dados, além de construir circuitos para registro do choque entre prótons. A integração de cientistas possibilitou o desenvolvimento de tecnologias inéditas para diversos setores do projeto, como o processamento de sinais e a análise de dados.

O LHC recebeu muitas críticas, sobretudo devido a seu alto custo e seus defeitos. Ainda assim, o início da atividade do acelerador de partículas, cuja construção começou em 1994, foi cercada de grande expectativa.
Fonte: O Globo


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Fonte: Terra TV

segunda-feira, 29 de março de 2010

A verdadeira face de Nazareno

A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.

 A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).  

Fonte: Istoé

Eleições 2010 e... religião, só pra variar

Nas eleições desse ano, tenha muito cuidado em quem vai votar. Veja seu partido, suas ideias, seus valores e aquilo que estão querendo aprovar na Câmara. Seja consciente e cuidado para não assinar em baixo a pena de morte para você mesmo.



· Será proibido fazer cultos ou evangelismo na rua (Reforma Constitucional)

· Cultos somente com portas fechadas (Reforma Constitucional)

· As igrejas serão obrigadas a pagarem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.

· Programas evangélicos na televisão apenas uma hora por dia.

· Pastor só poderá fazer programa de televisão, se tiver faculdade de ‘jornalismo’.

· Será considerado crime pregar sobre espiritismo, feitiçaria e idolatria, e também veicular mensagem no rádio, televisão, jornais e internet, sobre essas práticas contrárias a Palavra de Deus.

· Pastores que pregarem sobre dízimos e ofertas, dependendo do número de reclamações, serão presos.

· Pastores que forem presos por pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (homossexualismo, idolatria e espiritismo), não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

· Igrejas que não realizarem casamento de homem com homem e mulher com mulher, estarão fazendo ‘discriminação’, poderão ser multadas e os pastores processados.

· Querem que o dia do ‘Orgulho Gay’ seja oficializado em todas as cidades brasileiras.

Reforma Constitucional – Mudanças no texto da Constituição que garantem a liberdade de culto. Se aprovadas, fica proibido culto fora das igrejas (evangelismo de rua), cultos religiosos só com portas fechadas.

Projeto nº 4.720/03 – Altera a legislação do ‘imposto de renda’ das pessoas jurídicas.

Projeto nº 3.331/04 – Altera o artigo 12 da Lei nº 9.250/95, que trata da legislação do imposto de renda das ‘pessoas físicas’
Se convertidos em Lei, os dois projetos obrigariam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições.

Projeto nº 299/99 – Altera o código brasileiro de telecomunicações (Lei 4.117/62).
Se aprovado, reduziria programas evangélicos no rádio e televisão a apenas uma hora.

Projeto nº6.398/05 – Regulamenta a profissão de Jornalista
Contém artigos que estabelecem que só poderá fazer programas de rádio e televisão, pessoas com formação em JORNALISMO, Significa que pastores sem a formação em jornalismo não poderão fazer programas através desses meios.

Projeto nº 1.154/03 – Proíbe veiculação de programas em que o teor seja considerado preconceito religioso.
Se aprovado, será considerado crime pregar sobre idolatria, feitiçaria e rituais satânicos. Será proibido que mensagens sobre essas práticas sejam veiculadas no rádio, televisão, jornais e internet. A verdade sobre esse atos contrários a Palavra de Deus, não poderá mais ser mostrada.

Projeto nº 952/03 – Estabelece que é crime atos religiosos que possam ser considerados abusivos a boa-fé das pessoas.
Convertido em Lei, pelo número de reclamações, pastores serão considerados ‘criminosos’ por pregarem sobre dízimos e ofertas.

Projeto nº 4.270/04[/b] – Determina que comentários feitos contra ações praticadas por grupos religiosos possam ser passíveis de ação civil.
Se convertido em Lei, as Igrejas Evangélicas ficariam proibidas de pregar sobre práticas condenadas pela Bíblia Sagrada, como espiritismo, feitiçaria, idolatria e outras. Se o fizerem, não terão direito a se defender por meio de ação judicial.

Projeto de nº 216/04[/b] – Torna inelegível a função religiosa com a governamental.
Significa que todo pastor ou líder religioso lançado a candidaturas para qualquer cargo político, não poderá de forma alguma exercer trabalhos na igreja.

Existem outros projetos em andamento que ferem princípios bíblicos, entre eles:

Casamento de homens com homens e mulheres com mulheres.

Estabelecer um dia oficial do ‘Orgulho Gay’ em todas as cidades brasileiras, entre outros.

Atenção : A liberdade está correndo perigo, não faça parte da população que quer matar nosso país.

Fonte: Projeto MegaFone

Milagre do Sol de Fátima - Portugal

O chamado Milagre do Sol foi um fenômeno testemunhado por cerca de 50 mil pessoas em 13 de outubro de 1917 nos campos de Cova da Iria, perto de Fátima, Portugal. As estimativas do tamanho da multidão variam de "trinta a quarenta mil" por Avelino de Almeida, escrevendo para o jornal português O Século, a cem mil, segundo estimativa de José de Almeida Garrett, professor de ciências naturais na Universidade de Coimbra. Ambos presenciaram o fenómeno.

As crianças haviam relatado em datas anteriores que Nossa Senhora tinha prometido um milagre para o meio-dia de 13 de Outubro, na Iria de Cova, "de modo que todos pudessem acreditar."


De acordo com muitas indicações das testemunhas, por exemplo o avô materno de Fátima Magalhães, entre muitos outros, após uma chuva torrencial, as nuvens desmancharam-se no firmamento e o Sol apareceu como um disco opaco, girando no céu. Algumas afirmaram que não se tratava do Sol, mas de um disco em proporções solares, semelhante à lua. Disse-se ser significativamente menos brilhante do que o normal, acompanhado de luzes multicoloridas, que se reflectiram na paisagem, nas pessoas e nas nuvens circunvizinhas. Foi relatado que o pretenso Sol se teria movido com um padrão de ziguezague, assustando muitos daqueles que o presenciaram, que pensaram ser o fim do mundo. Muitas testemunhas relataram que a terra e as roupas previamente molhadas ficaram completamente secas, num curto intervalo de tempo.

De acordo com relatórios das testemunhas, o Milagre do Sol durou aproximadamente dez minutos. As três crianças, relataram terem observado Jesus, a Virgem Maria, e São José abençoando as pessoas dentro ou junto do Sol. Outras testemunhas afirmaram ter visto vultos de configuração humana dentro do Sol quando este desceu.

Avaliação crítica do evento

Durante o dia do fenómeno, não foi reportada nenhuma observação científica extraordinária do Sol em observatórios.

O facto de o pretenso milagre ser anunciado antecipadamente, o abrupto início e final do evento sobre o Sol, a natureza diversa dos observadores, que incluía crentes e descrentes e o grande número de pessoas presentes põem uma barreira à hipótese de alucinação em massa. A actividade do Sol reportada, visível a pessoas a 18 quilómetros de distância do lugar, põe uma barreira à hipótese de histeria em massa.

Tentou explicar-se o pretenso milagre com base em fenómenos naturais, Entretanto, o facto inegável da predição de que ia ocorrer em determinada data põe a explicação natural em causa.

Schwebel considera que o fenómeno foi extra-sensorial e supernatural. Este autor afirma que o fenómeno não é único, conhecendo-se vários casos de religiosos que reportaram a visão de luzes brilhantes no céu.

Stanley L. Jaki, beneditino e autor de livros que tentam conciliar a ciência e o catolicismo, propôs uma teoria para o milagre. Para ele, o fenómeno pode ter sido meteorológico em natureza, mas o facto de ter ocorrido no exacto tempo prenunciado é um milagre.

Uma explicação que tem vindo a ganhar cada vez mais consistência e que procura conciliar os testemunhos da época, a ciência e o que actualmente se conhece sobre fenómenos similares ocorridos noutros locais, é a de que o Sol que as testemunhas afirmaram ter visto a rodar e a dançar não era realmente o Sol, mas um objecto voador não identificado (ovni) que obscureceu o verdadeiro Sol através de nuvens artificiais ou não e se sobrepôs a ele.

O evento foi oficialmente aceite como um milagre pela Igreja Católica em 13 de outubro de 1930. Em 13 de outubro de 1951, o cardeal Tedeschini afirma que, em 30 de outubro, 31 de outubro e 1 de novembro e 8 de novembro, o papa Pio XII presenciou um milagre semelhante nos jardins do Vaticano.

O facto de não poder ter sido o Sol a mover-se devido às trágicas consequências para todo o sistema solar põe em causa a interpretação tradicionalmente aceite daquilo que os milhares de testemunhas presenciaram no local onde o fenómeno ocorreu.


[…] nenhum testemunho é suficiente para demonstrar um milagre, a não ser que o testemunho seja de natureza tal que a sua falsidade seja mais milagrosa do que o facto que tenta demonstrar.
David Hume, «Dos Milagres» (1748)

[Usarei] esta ideia de Hume no que diz respeito a um dos milagres melhor atestados de todos os tempos, um milagre que se afirma ter sido presenciado por 70 000 pessoas e recordado por algumas delas ainda vivas. Trata-se da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Vou citar um website católico que refere que, das muitas aparições da Virgem Maria, esta é rara porque é oficialmente reconhecida pelo Vaticano:

A 13 de Outubro de 1917 estavam mais de 70 000 pessoas reunidas na Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Tinham vindo presenciar um milagre que tinha sido anunciado pela Virgem Maria a três jovens visionários: Lúcia dos Santos e os seus dois primos, Jacinta e Francisco Marto […] Pouco depois do meio-dia, a Nossa Senhora apareceu aos três visionários. Quando estava prestes a partir, apontou para o Sol. Lúcia repetiu o gesto, emocionada, e as pessoas olharam para o céu […] Depois, uma onda de terror varreu a multidão porque o Sol parecia romper-se dos céus e esmagar as pessoas horrorizadas […] Justamente quando parecia que a bola de fogo iria cair e destruí-los, o milagre parou e o Sol reassumiu o seu lugar normal, brilhando pacífico como nunca.

Se o milagre do Sol em movimento tivesse sido observado apenas por Lúcia (a jovem que no fundo foi responsável pelo culto de Fátima), não haveria muita gente que o levasse a sério. Poderia facilmente ser uma alucinação individual ou uma mentira com motivos óbvios. O que impressiona são as 70 000 testemunhas. Será que 70 000 pessoas podem ser simultaneamente vítimas da mesma alucinação? Ou conspirar numa mesma mentira? Ou, se nunca houve 70 000 testemunhas, poderia o repórter do acontecimento safar-se ao inventar tanta gente?

Apliquemos o critério de Hume. Por um lado, é-nos pedido que acreditemos numa alucinação em massa, num artifício de luz ou numa mentira colectiva envolvendo 70 000 pessoas. Isto é reconhecidamente improvável, mas é menos improvável do que a alternativa: que o Sol realmente se moveu. O Sol que estava sobre Fátima não era, afinal, um Sol privado: era o mesmo Sol que aquecia todos os outros milhões de pessoas no lado do planeta em que era dia. Se o Sol se moveu de facto, mas o acontecimento só foi visto pelas pessoas de Fátima, então teria de se ter dado um milagre ainda mais notável: teria de ter sido encenada uma ilusão de não-movimento relativamente a todos os milhões de testemunhas que não estavam em Fátima. E isso se ignorarmos o facto de que, se o Sol se tivesse realmente deslocado à velocidade referida, o sistema solar se teria desintegrado. Não temos alternativa senão a de seguir Hume, escolher a menos miraculosa das alternativas disponíveis e concluir, contrariamente à doutrina oficial do Vaticano, que o milagre de Fátima nunca aconteceu. Além disso, não é de todo claro que nos caiba a nós explicar como é que aquelas 70 000 testemunhas foram enganadas.

Richard Dawkins


E pra você? Extraterrestres, Milagre ou Insanidade coletiva?

Fonte: Wikipédia

domingo, 28 de março de 2010

O império de Valdemiro

Milagres e milhões
Com promessas de cura e até de ressurreição, o apóstolo Valdemiro Santiago transformou sua Igreja Mundial num novo império evangélico
 
– Uma das histórias que mais me impressionou (sic) foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma ressurreição.

O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.

Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.

Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.

Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.

Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.

Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.

Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.

Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.

Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma.


LOL. O cara é ninja mesmo.

Fonte: Época.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Denúncia - Formação de Quadrilha IURD

Denúncia exibida no SBT Brasil, sobre o real destino do dízimo dado aos comandantes da IURD.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Problemas históricos sobre a existência de Jesus

Quem é que nunca ouviu falar de jesus de Nazaré, o Nazareno? É claro que todo mundo ouviu falar de Jesus. A Bíblia nos diz que sua fama se espalhou por toda a Palestina e Síria. Ele é o homem-deus/salvador do mundo que realizou milagres que só um deus poderia realizar. Transformou água em vinho, alimentou milhares de pessoas com apenas alguns pedaços de pão e peixe, andou sobre as águas, acalmou tempestades, curou cegos, surdos e enfermos, recuperou mãos atrofiadas, expulsou demônios e ressuscitou os mortos. Seus ensinamentos morais são considerados superiores a tudo o que já foi ensinado.

Ele foi rejeitado por seu próprio povo, os judeus, e brutalmente crucificado pelos romanos. Mas isto não deteve jesus. A Bíblia nos diz que, ao ser crucificado, céus e terra confirmaram sua divindade, causando um eclipse do sol de 3 horas em toda a terra, um terremoto que fez com que a cortina do templo em Jerusalém se rasgasse ao meio e que túmulos se abrissem e homens santos ressuscitassem e aparecessem s pessoas em Jerusalém. Três dias depois, o Filho de deus derrotou o Diabo, o príncipe das trevas, ressuscitou dos mortos, apareceu a seus discípulos e então subiu aos céus. Como é possível alguém não gostar desta história nem desejar acreditar nela?


O problema que pesquisadores sinceros e com mentes objetivas têm com esta história espantosa é: por que os registros históricos de escritores gregos, romanos e judeus não cristãos praticamente não dizem nada sobre jesus de Nazaré? Certamente que notícias sobre acontecimentos como esses, se fossem verdadeiras, teriam se espalhado por todo o mundo mediterrâneo. E, no entanto, os escritos que sobreviveram, de uns 35 a 40 observadores independentes durante os primeiros 100 anos que se seguiram suposta crucificação e ressurreição de jesus, praticamente não confirmam nada. Estes autores eram respeitados, viajados, sabiam se expressar, observavam e analisavam os fatos, eram os filósofos, poetas, moralistas e historiadores daquela época. Entre as mais destacadas personalidades que não mencionam jesus, temos:

Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.) — Um dos mais famosos autores romanos sobre ética, filosofia e moral e um cientista que registrou eclipses e terremotos. As cartas que teria trocado com Paulo se revelaram uma fraude, mais tarde.

Plínio, o velho (23 d.C. – 79 d.C.) — História natural. Escreveu 37 livros sobre eventos como terremotos, eclipses e tratamentos médicos.

Quintiliano (39 d.C. – 96 d.C.) — Escreveu “Instituio Oratio”, 12 livros sobre moral e virtude.

Epitectus (55 d.C. – 135 d.C.) — Ex-escravo que se tornou renomado moralista e filósofo e escreveu sobre a “irmandade dos homens” e a importância de se ajudarem os pobres e oprimidos.

Marcial (38 d.C. – 103 d.C.) — Escreveu poemas épicos sobre as loucuras humanas e as várias personalidades do império romano.

Juvenal (55 d.C. – 127 d.C.) — Um dos maiores poetas satíricos de Roma. Escreveu sobre injustiça e tragédia no governo romano.

Plutarco (46 d.C. – 119 d.C.) — Escritor grego que viajou de Roma a Alexandria. Escreveu “Moralia”, sobre moral e ética.

Três romanos cujos escritos contêm referências mínimas a Cristo, Cresto ou cristãos:

Plínio, o jovem (61 d.C. – 113 d.C.) — Foi proconsul da Bitínia (atual Turquia). Numa carta ao imperador Trajano, em 112 d.C., pergunta o que fazer quanto aos cristãos que “se reúnem regularmente antes da aurora, em dias determinados, para cantar louvores a Cristo como se ele fosse um deus”. Uns oitenta anos depois da morte de jesus, alguém estava adorando a um Cristo (messias, em hebraico)! Entretanto, nada se diz sobre se este Cristo era jesus, o mestre milagreiro que foi crucificado e ressuscitou na Judéia ou se um Cristo mitológico das religiões pagãs de mistério. O próprio jesus teria dito que haveria muitos falsos Cristos, portanto a afirmação de Plínio não contribui em muito para demonstrar que o jesus de Nazaré existiu.

Suetônio (69 d.C. – 122 d.C.) — Em “A vida dos imperadores”, com a história de 11 imperadores, ele conta, em 120 d.C., sobre o imperador Cláudio (41 d.C. – 54 d.C.), que ele “expulsou de Roma os judeus que, sob a influência de Cresto, viviam causando tumultos”. Quem é Cresto? Não há menção a jesus. Seria este Cresto um agitador judeu, um dos muitos falsos messias, ou um Cristo mítico? Este trecho não prova nada sobre a historicidade de um jesus de Nazaré.

Tácito (56 d.C. – 120 d.C.) — Famoso historiador romano. Seu “Annuals”, referente ao período 14-68 d.C., Livro 15, capítulo 44, escrito por volta de 115 d.C., contém a primeira referência a Cristo como um homem executado na Judéia por Pôncio Pilatos. Tácito declara que “Cristo, o fundador, sofreu a pena de morte no reino de Tibério, por ordem do procurador Pôncio Pilatos”. Os estudiosos apontam várias razões para se suspeitar de que este trecho não seja de Tácito nem de registros romanos, e sim uma inserção posterior na obra de Tácito:

1. A referência a Pilatos como procurador seria apropriada na época de Tácito, mas, na época de Pilatos, o título correto era “prefeito”.
2. Se Tácito escreveu este trecho no início do segundo século, por que os Pais da Igreja, como Tertuliano, Clemente, Orígenes e até Eusébio, que tanto procuraram por provas da historicidade de jesus, não o citam?
3. Tácito só passa a ser citado por escritores cristãos a partir do século 15.

O que é claro e indiscutível é que um período de 80 a 100 anos sem nenhum registro histórico confiável, depois de fatos de tal magnitude, é longo o bastante para levantar suspeitas. Além do mais, é insuficiente citar três relatos tão curtos e tão pouco informativos para provar que existiu um messias judeu milagreiro chamado jesus que seria deus em forma humana, foi crucificado e ressuscitou.

Há três autores judeus importantes do primeiro século:

Philo-Judaeus (15 a.C. – 50 d.C.) — de Alexandria, era um teólogo-filósofo judeu que falava grego. Ele conhecia bem Jerusalém porque sua família morava lá. Escreveu muita coisa sobre história e religião judaica do ponto de vista grego e ensinou alguns conceitos que também aparecem no evangelho de João e nas epístolas de Paulo. Por exemplo: deus e sua Palavra são um só; a Palavra é o filho primogênito de deus; deus criou o mundo através de sua palavra; deus unifica todas as coisas através de sua Palavra; a Palavra é fonte de vida eterna; a Palavra habita em nós e entre nós; todo julgamento cabe Palavra; a Palavra é imutável.

Philo também ensinou sobre deus ser um espírito, sobre a Trindade, sobre virgens que dão luz, judeus que pecam e irão para o inferno, pagãos que aceitam a deus e irão para o céu e um deus que é amor e perdoa. Entretanto, Philo, um judeu que viveu na vizinha Alexandria e que teria sido contemporâneo a jesus, nunca menciona alguém com este nome nem nenhum milagreiro que teria sido crucificado e depois ressuscitou em Jerusalém, sem falar em eclipses, terremotos e santos judeus saindo dos túmulos e andando pela cidade. Por que? O completo silêncio de Philo é ensurdecedor!

Flavius Josephus (37 d.C. – 103 d.C.) — era um fariseu que nasceu em Jerusalém, vivia em Roma e escreveu “História dos judeus” (79 d.C.) e “Antiguidades dos judeus” (93 d.C.). Apologistas cristãos (defensores da fé) consideram o testemunho de Josephus sobre jesus a única evidência garantida da historicidade de jesus. O testemunho citado se encontra em “Antiguidades dos judeus”. Ao contrário dos apologistas, entretanto, muitos estudiosos, inclusive os autores da Encyclopedia Britannica, consideram o trecho “uma inserção posterior feita por copistas cristãos”. Ele diz que:

“Naquele tempo, nasceu jesus, homem sábio, se é que se pode chamar homem, realizando coisas admiráveis e ensinando a todos os que quisessem inspirar-se na verdade. Não foi só seguido por muitos hebreus, como por alguns gregos, Era o Cristo. Sendo acusado por nossos chefes, do nosso país ante Pilatos, este o fez sacrificar. Seus seguidores não o abandonaram nem mesmo após sua morte. Vivo e ressuscitado, reapareceu ao terceiro dia após sua morte, como o haviam predito os santos profetas, quando realiza outras mil coisas milagrosas. A sociedade cristã que ainda hoje subsiste, tomou dele o nome que usa.”

Por que este trecho é considerado uma inserção posterior?

1. Josephus era um fariseu. Só um cristão diria que jesus era o Cristo. Josephus teria tido que renunciar s suas crenças para dizer isto, e Josephus morreu ainda um fariseu.
2. Josephus costumava escrever capítulos e mais capítulos sobre gente insignificante e eventos obscuros. Como é possível que ele tenha despachado jesus, uma pessoa tão importante, com apenas algumas frases?
3. Os parágrafos antes e depois deste trecho descrevem como os romanos reprimiram violentamente as sucessivas rebeliões judaicas. O parágrafo anterior começa com “por aquela época, mais uma triste calamidade desorientou os judeus”. Será que “triste calamidade” se refere vinda do “realizador de mil coisas milagrosas” ou aos romanos matando judeus? Esta suposta referência a jesus não tem nada a ver com o parágrafo anterior. Parece mais uma inclusão posterior, fora de contexto.
4. Finalmente, e o que é ainda mais convincente, se Josephus realmente tivesse feito esta referência a jesus, os Pais da Igreja pelos 200 anos seguintes certamente o teriam usado para se defender das acusações de que jesus seria apenas mais um mito. Contudo, Justino, Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria e Orígenes nunca citam este trecho. Sabemos que Orígenes leu Josephus porque ele deixou textos criticando Josephus por este atribuir a destruição de Jerusalém morte de Tiago. Aliás, Orígenes declara expressamente que Josephus, que falava de João Batista, nunca reconheceu jesus como o Messias (”Contra Celsum”, I, 47).

Não somente a referência de Josephus a jesus parece fraudulenta como outras menções a fatos históricos em seus livros contradizem e omitem histórias do Novo Testamento:

1. A Bíblia diz que João Batista foi morto por volta de 30 d.C., no início da vida pública de jesus. Josephus, contudo, diz que Herodes matou João durante sua guerra contra o rei Aertus da Arábia, em 34 – 37 d.C.
2. Josephus não menciona a celebração de Pentecostes em Jerusalém, quando, supostamente: judeus devotos de todas as nações se reuniram e receberam o Espírito Santo, sendo capazes de entender os apóstolos cada qual em sua própria língua; Pedro, um pescador judeu, se torna o líder da nova igreja; um colega fariseu de Josephus, Saulo de Tarso, se torna o apóstolo Paulo; a nova igreja passa por um crescimento explosivo na Palestina, Alexandria, Grécia e Roma, onde morava Josephus. O suposto martírio de Pedro e Paulo em Roma, por volta de 60 d.C., não é mencionado por Josephus. Os apologistas cristãos, que depositam tanta confiança na veracidade do testemunho de Josephus sobre jesus, parecem não se importar com suas omissões posteriores.

A Encyclopedia Britannica afirma que os cristãos distorceram os fatos ao enxertar o trecho sobre jesus. Isto é verdade? Eusébio (265-339 d.C.), reconhecido como o “Pai da história da Igreja” e nomeado supervisor da doutrina pelo imperador Constantino, escreve em seu “Preparação do evangelho”, ainda hoje publicado por editoras cristãs como a Baker House, que “ s vezes é necessário mentir para beneficiar queles que requerem tal tratamento”. Eusébio, um dos cristãos que mais influenciou a história da Igreja, aprovou a fraude como meio de promover o cristianismo! A probabilidade de o cristianismo de Constantino ser uma fraude está diretamente relacionada desesperada necessidade de encontrar evidências a favor da historicidade de jesus. Sem o suposto testemunho de Josephus, não resta nehuma evidência confiável de origem não cristã.

Justus de Tiberíades é o terceiro escritor judeu do primeiro século. Seus escritos foram perdidos, mas Photius, patriarca de Constantinopla (878-886 d.C.), escreveu “Bibleotheca”, onde ele comenta a obra de Justus. Photius diz que “do advento de Cristo, das coisas que lhe aconteceram ou dos milagres que ele realizou, não há absolutamente nenhuma menção (em Justus)”. Justus vivia em Tiberíades, na Galiléia (João 6:23). Seus escritos são anteriores s “Antiguidades” de Josephus, de 93 d.C., portanto é provável que ele tenha vivido durante ou imediatamente após a suposta época de jesus, mas é notável que nada tenha mencionado sobre ele.

A literatura rabínica seria logicamente o outro lugar para se pesquisar a historicidade de jesus de Nazaré. O Novo Testamento alega que jesus é o cumprimento da profecia judaica sobre o messias, crucificado no dia da Páscoa. Naquele dia, supostamente houve um terremoto em Jerusalém, a cortina de seu templo se rasgou de alto a baixo, houve um eclipse do sol, santos judeus ressuscitaram e andaram pela cidade. Três dias depois, jesus ressuscitou e depois subiu aos céus diante de todos. Algum tempo depois, no dia de Pentecostes, os judeus de várias nações se reuniram e viram o Espírito Santo descer na forma de línguas de fogo; a igreja cristã se expandiu de forma explosiva entre judeus e pagãos, com sinais e milagres acontecendo por toda a parte. Em 70 d.C., Jerusalém foi cercada pelos romanos, que destruíram Israel como nação e dispersaram os judeus.

Ainda que os rabinos não aceitassem jesus como o Messias, o impacto dos acontecimentos volta de jesus logicamente teria sido registrado nos comentários ao Talmud (os midrash). A história e a tradição oral dos judeus registradas nos midrash foram atualizadas e receberam sua forma final pelo rabino Jehudah ha-Qadosh por volta de 220 d.C. Em seu livro “O jesus que os judeus nunca conheceram”, Frank Zindler diz que não há uma única fonte rabínica da época que fale da vida de um falso messias do primeiro século, dos acontecimentos envolvendo a crucificação e ressurreição de jesus ou de qualquer pessoa que lembre o jesus do cristianismo.

Não há locais históricos na Terra Santa que confirmem a historicidade de jesus de Nazaré. Monges, padres e guias turísticos que levam peregrinos cristãos (aceitam-se doações) aos locais dos acontecimentos descritos na Bíblia dificilmente podem ser considerados pessoas isentas. Ainda citando Zindler, “Não há confirmação não tendenciosa desses locais.” Nazaré não é mencionada nem uma vez no Antigo Testamento. O Talmud cita 63 cidades da Galiléia, mas não Nazaré. Josephus menciona 45 cidades ou vilarejos da Galiléia, mas nem uma vez cita Nazaré. Josephus menciona Japha, que é um subúrbio da Nazaré de hoje. Lucas 4:28-30 diz que Nazaré tinha uma sinagoga e que a borda da colina sobre a qual ela tinha sido construída era alta o suficiente para que jesus morresse se o tivessem realmente jogado lá de cima. Contudo, a Nazeré de nossos dias ocupa o fundo de um vale e a parte de baixo de uma colina. Não há “topo de colina”. Além disso, não há nenhum vestígio de sinagogas do primeiro século. Orígenes (182-254 d.C.), que viveu em Cesaréia, a umas 30 milhas da atual Nazaré, também não fala em Nazaré. A primeira referência cidade surge em Eusébio, no século 4. O melhor que podemos imaginar é que Nazaré só surgiu depois do século 2. Esta falta de evidência histórica parece ser a explicação para o fato de não haver nenhuma menção a Nazaré em nenhum registro, de nenhuma origem não cristã. Ou seja, Nazaré não existia no primeiro século.

Não há tempo nem espaço para se falar de outras cidades significativas citadas no Novo Testamento, mas as evidências históricas e arqueológicas quanto a Cafarnaum (mencionada 16 vezes no N.T.) e Betânia, ou o Calvário, são, assim como no caso de Nazaré, igualmente fracas e até mesmo desmentem as Escrituras.

Mentes críticas e objetivas se destacam por procurar confirmação imparcial dos supostos fatos. Quando a única evidência disponível de um acontecimento ou de seus resultados é, não apenas questionável e suspeita, mas também aquilo que os divulgadores do acontecimento ou resultado querem que você acredite, convém desconfiar. O fato é que os escritores judeus não-cristãos, gregos e romanos das décadas que se seguiram suposta crucificação e ressurreição de jesus nada dizem sobre ninguém chamado jesus de Nazaré. Uma pessoa justa sempre estará disposta a analisar novas evidências, mas, 2 mil anos depois, o cristianismo continua tendo tantas evidências imparciais sobre jesus quanto sobre o Mágico de Oz, Zeus ou qualquer um dos muitos deuses-redentores daquela época.

Referências:

* “The jesus the Jews Never Knew” por Frank R. Zindler
* Encyclopedia Britannica
* “Deconstructing jesus” por Robert Price, Ph.D.
* Obras completas de Josephus, tradução de William Whiston, Ph.D.
* “The jesus Puzzle” por Earl Doherty
* “The jesus Mysteries” por Timothy Freke e Peter Gandy

Autor: Lee Salisbury
Fonte: History’s Troubling Silence About Jesus

terça-feira, 23 de março de 2010

Bom Debate #2 Analisando a doutrinação infantil

Navegando pela net, encontrei um artigo de um blog criticando a defesa da não doutrinação infantil. O texto, claramente cristão, acusa e tenta ferir a verdadeira face que está a frente dessa ideologia. Veja alguns trechos:


"Por favor não me rotule. Deixe-me crescer e escolher eu mesmo(a). "

Segundo o blog do Paulo Lopes, Richard Dawkins resolveu agora focar nas criancinhas. Essa idéia já tinha sido tratada no livro “Deus, Um Delírio”, mas aqui ele a leva ao exagero.A  imagem deste artigo é uma campanha promovida pela British Humanist Association e endossada por Dawkins.
Como de costume, onde há presença do Dawkins, sempre encontra-se um apelo emocional barato: “Não me rotule, por favor. Deixe-me crescer e escolher por mim”.

 Claramente o autor do texto é cristão, nota-se grande covardia quando se dirigem a Dawkins e completam
 "um apelo emocional barato". Proteger nossas crianças da insanidade não é um apelo barato, mas sim um gesto de amor (para com o próximo e não para com um zumbi de 2000 anos e um velho barbudo imaginário... chora T.T), um gesto que simboliza nossa esperança de que um dia a humanidade encontre a liberdade e a verdadeira salvação, que somos cada um de nós.

O que está por trás disso é evidente e nem é preciso de uma auditoria para descobrir: Dawkins quer limitar a transmissão de valores dos pais aos filhos.
E por qual motivo ele faria isso? Aí é que vem a parte sórdida da história, que ele não revela.
Se as crianças não podem ser orientadas pelos valores dos pais, seriam orientados pelos valores de quem?
Richard Rorty e Daniel Dennett já deixaram escapar declarações nesse sentido… Os valores deveriam vir dos professores. É isso mesmo! As crianças deixariam de assimilar os valores dos pais, e em substituição iriam assimilar os valores pregados pelos professores.

Veja como eles comparam doutrinação com valores de pai para filho. Mais uma vez o autor se mostra ignorante e leigo quanto ao assunto. Doutrinação não tem nada a ver com orientação moral. Veja a diferença entre dizer: "Não mate, não roube, não faça nada de mal por que senão o seu pai invisível e imaginário vai te colocar em um fogo infinito e vai te causar sofrimento infinito e tu irás fazer morada na casa de satanás." e "Não mate, não roube, não faça nada de mal pois isso é errado. Nós somos todos iguais, somos irmãos. O mal que fazes a teu irmão poderá ser feito a ti. Somos todos um só, vivemos na mesma casa, nosso universo que é lindo e maravilhoso. É o nosso criador."
Um cristão precisa do medo e do temor para poder tentar ensinar valores ao seu filho, enquanto um descrente precisa apenas do amor e da razão para o faze-lo.


E quem conhece a fauna que habita grande parte das universidades de países como Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, França (ali é uma festa), sabe que a espécie mais populosa é aquele bando de professores que passam o dia inteiro pregando suas cartilhas: comunismo, gayzismo, aquecimento global, neo ateísmo, etc.
 É claro que sai dali muitas vezes um novo comunistinha, um novo gayzista, um novo militante ateu, um novo militante do aquecimento global, etc.

Marquem a resposta coreta a cerca das características do povo cristão:
(  ) Fundamentalista
(  ) Separatista
(  ) Preconceituoso
(  ) Racista
(  ) Hipócrita
(X) Todas as anteriores

Mas, sem firulas: se for para eu não ensinar os meus valores morais aos meus filhos, eu preferiria que eles não os aprendessem na maioria da escolas e principalmente universidades.
Que me perdoem os bons professores, que agem como PROFISSIONAIS (sim, eu acredito que alguns deles ainda existam, e os respeito muito – peço que não se sintam incluídos entre os professores questionados aqui), mas a maioria, principalmente nas universidades, não serve como base moral para nada.
Eu preferiria que meus filhos adquirissem seus valores morais em um PUTEIRO ao invés de com professores dessa estirpe.
A puta, pelo menos, está ganhando o o seu dinheiro vendendo o corpo. O professorzinho desonesto está usando o dinheiro que os pais ingenuamente investem no estudo dos filhos para ensinar sua cartilha anti-cristã aos filhos dele. É claro que qualquer puta vale muito mais do que esse tipo específico de professor.
Eu sugiro aliás, uma nova campanha: que tal colocarmos em cartazes fotos de Caroline Miranda, Thammy Gretchen, Marcia Imperator e outras atrizes pornô, ao lado da seguinte mensagem: “Aprenda seus valores morais com qualquer um, até com elas, menos com professorzinho neo-ateu, gayzista e/ou militante comunista. As putas ao menos recebem o seu dinheiro para uma função, e executam essa função. Eles não.”
O recado está dado: o objetivo dessa campanha chinfrim do Dawkins, cheia de apelo emocional, é apenas confessar indiretamente que a patota dele que está doidinha para passar seus “valores” às crianças, e adolescentes. E que elas estariam mais vulneráveis sem os valores morais ensinados pelos pais, principalmente os valores religiosos.
Cabe aos pais agora investigarem e não permitirem esse crime contra o estado e contra o investimento financeiro que fazem no estudo dos filhos. Para isso devem usar de qualquer artifício possível, dentro da lei.
É hora do pai, que financia o estudo do filho, saber que ele tem que exigir que o professor DÊ AULA. E só.
As dicas para auditar os professores desonestos estão aí.
As câmeras deveriam ser apenas o começo…

Nossa, esse trecho aqui deixo pra vocês mesmo tirarem suas conclusões, que para mim, são bastante claras.
Só um ponto importante: Eles defendem que o professor seja apenas pra ensinar e não tentar empurrar suas ideias. Ou seja, o ensino religioso deve ser ABOLIDO das escolas públicas, tendo em vista que religião é uma visão pessoal.

No mais quero apenas deixar uma mensagem:
"A religião vêem sendo o grande veneno da humanidade. Nossa sociedade está completamente envenenada e afundada nessa merda. Liberte sua mente."

PS - Só um recadinho rapindinho, pra você GAY (homem ou mulher), e o faço sem preconceito ou maldade, mas você tem que admitir, o CRISTIANISMO (Deus judaico-cristão e seu filho Nazareno) não admitem homosexuais. É preciso repensar seus atos e ideologias. Vocês são, fielmente, discriminados e jogados de lado pela idéia que defendem. Pensem nisso.
[Ah! Sabia! Ateísmo é comunismo, gayzismo... blá blá blá] T.T vtnc fdp! XP

Provando que deus não existe

Dois vídeos, bem humorados, que provam a maior verdade da história: Não existe deus. Confira:




Prova de que Deus não existe:


Mythbusters (Caçadores de mito) - Deus:

segunda-feira, 22 de março de 2010

Escândalo em Arapiraca - Alagoas

Até quando o mundo vai fechar os olhos para as religiões? Já não é novidade para ninguém, esta praga tem causado dor e sofrimento para muita gente, principalmente nossas crianças que vêem perdendo sua inocência de formas cada vez mais crueis. Em pleno século XXI, é inaceitável continuar a apoiar a farsa religiosa, amparando todo o crime organizado que há por trás dela. É certo, que como tudo, tem suas excessões, mas já dizia Stever Wineburg:
"A religião é um insulto a dignidade humana, sem ela Teríamos pessoas boas fazendo coisas boas, e pessoas más fazendo coisas más. Mas para pessoas boas fazerem coisas más é necessário a religião... " 


A filmagem foi feita por um jovem que diz ter sofrido abuso quando era coroinha


Um vídeo gravado em janeiro de 2009 mostra o monsenhor Luiz Marques Barbosa (foto), 82, de Arapiraca, em um cama com um ex-coroinha – um está fazendo sexo oral no outro, em um posição conhecida como 69. Algumas cenas foram apresentadas na quinta (11) pelo  SBT, no programa Conexão Repórter, que recebeu as imagens de um morador da cidade.


Com 209 mil habitantes, Arapiraca é a segunda maior cidade de Alagoas. Fica a 130 km de Maceió, a capital.


A produção de um programa localizou na cidade o jovem  do vídeo. É Fábio Ferreira (foto), de 20 anos. Ele contou que o sacerdote começou a assediá-lo quando tinha 12 anos, quando era coroinha.


Fábio disse que teve um relacionamento sexual com o monsenhor durante anos e que, decepcionado com a Igreja Católica, desistiu de ser padre.


“Muitas vezes eu pensava em me suicidar”, disse. “A minha família ficou chocada quando soube de tudo.”


As imagens foram filmadas por outro ex-coroinha, Cícero Barbosa, que também, segundo ele, foi violentado pelo monsenhor quando tinha 12 anos, além de outros padres. Hoje ele está 21 anos.


“Filmei para, com uma prova, pôr um ponto final nisso”, disse. “As vítimas são muitas.”


Em Arapiraca, a equipe do Conexão Repórter recebeu denúncia de pedofilia envolvendo outros sacerdotes. Um menino de 11 anos disse que foi assediado pelo padre Edilson Duarte, que é o responsável pela Igreja Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho.


O monsenhor Raimundo Gomes e outros padres não identificados pelo programa também teriam abusado de coroinhas.


“Ele dizia que eu era bonito, que queria ir para a cama comigo e tinha ciúmes de mim”, disse um rapaz que teve relacionamento sexual com Raimundo.


O monsenhor falou ao jornalista Roberto Cabrini que as denúncias “só podem ser calúnias”. Ele permitiu que fosse gravada somente a sua voz.


O padre Edilson também negou saber dos abusos.


Questionado de surpresa pelo jornalista, o monsenhor Marques Barbosa não confirmou nem negou que tenha violentado coroinhas. “Você [Cabrini] não é o meu confessor.”


Os monsenhores Barbosa e Gomes teriam pago aos jovens R$ 32 mil para que nenhuma imagem de sexo deles fosse divulgada. Teria sido, na verdade, o pagamento de uma extorsão. O valor inicial pedido pelos jovens teria sido de R$ 5 milhões.


Um documento assinados pelos sacerdotes foi apresentado no programa como prova do pagamento. Os religiosos teriam ficado com as filmagens e as destruíram, mas não sabiam que havia cópias.


Um dos vídeos foi postado na internet, mas a cópia colocada no Youtube foi deletada. Na cidade, ambulantes vendem as imagens por R$ 2 a  R$ 5 por DVD. 


A equipe do programa flagrou um advogado --cujo nome seria Daniel Fernandes – pressionando os jovens para que nada contasse à reportagem.


“O prejuízo pra vocês vai ser maior do que para tudo mundo”, disse.


Até agora, a Arquidiocese de Maceió não se manifestou sobre as acusações. Mas, de acordo com o programa, o bispo Valério Brêdo, o responsável pela paróquia, já tinha conhecimento das imagens e nada fez.


A Polícia abriu inquérito para apurar as denúncias.


O monsenhor Barbosa está aposentado, embora continuasse celebrando missas, pelo menos até antes de estourar o escândalo.


Ele é conservador e moralista. Não gostava, por exemplo, que mulheres com decote participassem das missas.


AFASTAMENTO - atualização em 15/3/2010


No sábado (13), dom Valério Brêdo foi a Arapiraca onde anunciou o afastamento dos sacerdotes envolvidos nas denúncias de pedofilia. Entre os fiéis há revolta, inclusive porque o bispo só teria tomado uma decisão após o caso ter chegado à tv. Brêdo evitou a imprensa.


Fonte: Desconhecida. Apud e-paulopes.

domingo, 21 de março de 2010

LOL Jesus #1

Galeria de diversas imagen LOL, do Nazareno, filho do deus, aquele que mandou o filho pra se sacrificar pra si mesmo pelos pecados dos outros filhos dele. oO mqp!?



sábado, 20 de março de 2010

Drauzio Varella - Sempre um Papo 21/03/2009

Trecho do programa "Sempre um Papo" de 21/03/09 onde Drauzio Varella fala sobre o respeito aos ateus e comenta sobre o caso do médico que foi excomungado por ter feito um aborto legal numa menina estuprada. Confira:



Igreja Mundial do Poder de Ateu

Graham Clark, em uma sátira genial. 'Sunday Morning with Graham Clark', uma ótima sátira de uma linda manhã de domingo na igreja mais próxima de você. Confira:



IMPD - Olimpíadas Pentecostais de Inverno

Como o oportunismo se aproveita da fé alheia... eis que surge a mente brilhante do Pastor Valdemiro Santiago e lança, a popularmente denominada, Olimpíadas Petencostais de Inverno da IMPD (Igreja Mundial do Poder de Deus). Sei que é lamentável, que é um abuso a dignidade humana, mas é de rachar o bico. Confira:



Pastor x Cientista - Analogia

Provavelmente a melhor analogia que eu já vi. Texto original retirado de Deus me Odeia, e adaptado por mim.


Pastores: As linhas horizontais na imagem acima não são retas. Além disso, a forma como elas entortam muda conforme você olha pela imagem. Isso é um milagre de Deus.

Ciência: As linhas entortam dependendo de onde você olha? Mas a imagem está em um monitor de computador normal, ele não pode saber aonde você está olhando. Não é cientificamente plausível, nós teríamos que jogar fora nosso entendimento atual de física.

Pastores: Nós não sabemos como funciona, nós só sabemos que funciona. Nós temos testemunhos de milhões de pessoas dizendo que essas linhas horizontais se entortam. Você não vê Deus, mas sabe que ele existe!

Ciência: OK, nós testamos a sua teoria. Na verdade as linhas não estão tortas, é uma ilusão de ótica, o cérebro humano simplesmente pensa que as linhas são tortas.
Pegue uma régua e coloque-a contra as linhas e você verá que as linhas são retas!

Pastores: A ciência não pode explicar tudo, e quanto ao espírito humano? A alma?

Ciência: Não tem nada a ver com isso. Faça o teste com a régua, é só uma ilusão.

Evangélico: Ei, meu gato olhou pra essa imagem e ficou com uma cara que dizia “Olha, essas linhas estão tortas”. Como pode ser uma ilusão se ela funciona em animais? Isso é Deus!

Ciência: Espera, o quê? Você está colocando seu próprio julgamento da situação em um animal. O animal não está experimentando a ilusão, você está decidindo que ele está.
Olhe para a régua, ela prova que as linhas são retas!

Pastores: Ahh, as linhas não se entortam quando são testadas, não é algo que pode ser testado. Você tem que aceitar Jesus em sua vida para ele poder agir sobre ela. Quando não está sendo testado, funciona. Fato.

Ciência: Isso não é evidência, é apenas uma tentativa de se proteger contra evidências.

Pastores: Você é parte de uma conspiração satanista para nos forçar a acreditar que essas linhas são retas! Você está sendo usado como instrumento, por Satanás!

Ciência: O quê? Nós poderíamos ganhar a mesma coisa afirmando que essas linhas estão tortas, não nos beneficia financeiramente, nós só queremos a verdade.

Evangélico: Olhe, isso realmente importa? Eu concordo com a palavra do pastor, algumas pessoas não concordam. Para mim, essas linhas estão tortas, eu sinto que Deus está agindo sobre elas; Realmente importa se elas na verdade não estão? Onde está o mal?

Pastores: Sim! Pró-escolha! Aliás, se você quer se entregar a Deus, se quer que ele atue em sua vida, você deveria vir ao altar e pegar seu carnê, o dízimo não é pra mim, é pra obra de Deus.

Evangélico: Oh, glória! Deus é bom!

quinta-feira, 18 de março de 2010

IURD - Carta de perdão ao Bispo

Oh, glória! Navegando net a fora, eis que encontrei essa tocante carta de perdão ao bispo. Sim, o Macedo. Estava postada em seu blog, eu li e achei que seria uma boa postar aqui. Deus é tão bom que curou a mulher (quem escreveu a carta) de uma doença incurável, salvou seu filho de um acidente de carro e fez uma grande bença na vida de sua filha... a fez ir para IURD ... oO Confira o texto na íntegra:
Fonte: Blog do Bispo



Bispo Macedo!
Meu nome é Mara, e espero ardentemente que esse e-mail chegue até o senhor. Conheci o trabalho da Igreja Universal há mais ou menos 10 anos. Eu participava das correntes, frequentava uma ou duas vezes por semana, tudo dependia do propósito presente. Obtive bençãos, dava ofertas e também o dízimo, do meu jeito. Mas tudo com muita reserva, muita precaução, apenas como ouvinte. Só não queria compromisso.
Há mais ou menos um ano e meio, resolvi colocar minha vida no altar e me entregar verdadeiramente, 100 % sob a Palavra de Deus.
Oh, Bispo! Tudo começou a acontecer em minha vida, incluindo nisso até o senhor, que nem sabe da minha existência. Nem mesmo eu imaginava que há um ano e meio estaria aqui escrevendo ao senhor.
Tudo aconteceu quando resolvi sacrificar na Campanha Monte Sinai. Sacrifiquei, de verdade, o meu tudo. O senhor sabe como é. Fui curada de uma doença nos ossos, que não tem cura. Era uma dor insuportável. Ela simplesmente passeava pelo corpo. A cada minuto, cada segundo estava em um lugar diferente. Eu sentia muitas dores. A doença é chamada de Fibromialgia. Tomei remédios muito fortes, fiz vários tratamentos, fiquei de cama por algum tempo e os médicos diziam que era assim mesmo e que tinha que aprender a conviver com a dor. Convivi com ela por mais ou menos 8 anos de luta. Também tinha um problema de intestino.

Deus me curou e restaurou minha saúde. Engraçado é que quando percebi já estava curada. E assim Deus continuou trabalhando: livrou meu filho da morte, de um acidente onde o carro virou uma sanfona. Só ficou intacto o lugar onde ele estava, ao volante. Nem mesmo a polícia acreditou no que havia acontecido.
Já morando na Flórida (Estados Unidos), frequentando a Igreja em Orlando, sob os cuidados espirituais do pastor, fui liberta e meu marido também. Hoje, temos o Espírito Santo, somos obreiros e a minha família está na presença de Deus. No dia 7 de março, na Igreja em Orlando, em um determinado momento do culto, eu estava orando e o pastor Jean me chamou e disse: “A senhora vai dar um testemunho.” Eu respondi: “Eu?” Ele disse: “Éeeee!” Pensei: “É agora!” Ele então me chamou para ir até a frente do altar, onde estava o “bispo Macedo”. É aí onde entra o senhor!
Sabe, bispo, durante uma parte da minha vida eu tinha verdadeira aversão ao senhor. Não podia sequer ouvir falar o seu nome. Eu me referia ao senhor de corrupto a outras coisas. Me lembro que eu dizia assim: “Não posso nem ouvir a sua voz”, e daí para pior! Há alguns anos, o senhor esteve em Elizabeth, New Jersey, perto de onde morávamos. Minha filha disse: “Vamos, mãe? Vai ser uma tarde de bênçãos. O bispo vai estar conosco!” Eu respondi: “Você ficou louca? Vou sair da minha casa, do meu conforto para encarar uma multidão, para ver o bispo Macedo? Para ver bispo Macedo… kkkkk… até parece! Quem ele pensa que é?”
Detalhe: uma das bênçãos que obtive foi minha filha vir para a Universal, onde ela já esta há muitos anos. Meu problema não era a Igreja, e sim o bispo Macedo. Pelo menos era o que eu achava. Voltando ao testemunho, fiquei ali parada, segurei a mão do meu marido e subimos no altar.
Quando cheguei perto do senhor, aconteceu algo que realmente não esperava. Não conseguia falar. A minha voz não saía. Ouvia o senhor perguntar, mas não conseguia responder. O que respondia, mal se entendia. Sabe por quê? A presença do Espírito Santo era muito forte, avassaladora. A certeza que estava dentro do meu coração era muito forte. A certeza da sua unção, a certeza de que o senhor é um escolhido de Deus. O Espírito Santo estava respondendo às minhas orações, em que sempre pedi que me mostrasse. Só não esperava que fosse naquele momento e muito menos diante do senhor. Eu não conseguia reagir. Fiquei completamente anestesiada. Foi um êxtase completo; foi muito forte. A vontade de pedir perdão era muito grande, mas não sabia se poderia fazê-lo ali naquela hora, por isso, não consegui dar o meu testemunho. Fiquei inconformada, chorei, fui para casa. Passou o dia e não me conformava. Sentei à noite e resolvi escrever para o senhor.

Hoje, lhe peço perdão e que o senhor possa me perdoar das pedras que atirei no senhor, sem mesmo lhe conhecer e sem mesmo nunca ter ouvido a sua voz.

Agradeço a Deus a oportunidade que Ele me deu e tem me dado. São poucos que verdadeiramente têm essa oportunidade que tive. Obrigada, bispo Edir Macedo, por ter se colocado como barro nas mãos do oleiro, porque só nós temos ganhado com isso.
Perdão!!!

Obrigada, Espírito Santo, pela oportunidade e por tantas bênçãos. Que Deus o abençoe cada vez mais.

Mara Lucia
IURD Orlando

quarta-feira, 17 de março de 2010

Dan Barker - Um desafio de páscoa

Estando a páscoa próxima, resolvi dar a vocês o prazer desta leitura. Dan Barker, nascido em 25 de junho de 1949, proeminente ativista ateu estadunidense que foi pastor, compositor e músico protestante durante 19 anos, até deixar o cristianismo, em 1984. Confira:



Tenho um desafio de páscoa para os Cristãos. Meu desafio é simplesmente esse: diga-me o que aconteceu na Páscoa. Não estou pedindo provas. Meu pedido franco é meramente que os Cristãos digam-me exatamente o que aconteceu no dia em que a doutrina mais importante para eles nasceu.

Os Crentes devem ansiosamente aceitar este desafio, já que sem ressurreição, não há Cristianismo. Paulo escreveu, "E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados." (1º Coríntios 15:14-15)

As condições do desafio são simples e justas. Em cada um dos quatro Evangelhos, comece na manhã de Páscoa e leia até o fim do livro: Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24 e João 20-21. Leia também Atos 1:3-12 e a pequena versão de Paulo da história em 1º Coríntios 15:3-8. Estes 165 versos podem ser lidos em alguns momentos. Então, sem omitir nenhum detalhe destes depoimentos separados, escreva uma narrativa simples e cronológica dos eventos entre a ressurreição e a ascensão: o que aconteceu por primeiro, por segundo, e assim por diante; quem disse o que, e onde estas coisas aconteceram.

Já que os Evangelhos nem sempre dão as horas exatas do dia, é permitido dar chutes educados. A narrativa não precisa tentar apresentar um quadro perfeito--ela apenas precisa dar ao menos um relato plausível de todos os fatos. Explicações adicionais da narrativa podem ser postos em parênteses. A condição mais importante para o desafio, porém, é que nenhum detalhe bíblico seja omitido. Justo o suficiente?

Eu mesmo tentei este desafio. Eu falhei. Um ministro da Assembléia de Deus com o qual eu estava debatendo alguns anos atrás em um show de rádio da Flórida proclamou sonoramente no ar que ele iria me mandar uma narrativa em alguns dias. Eu estou ainda esperando. Depois do meu debate na Universidade de Wisconsin, "Jesus de Nazaré: Messias ou Mito", um estudante graduado Luterano me disse que aceitava o desafio e estaria me contatando em cerca de uma semana. Eu não recebi nada dele. Ambas estas pessoas, e outras, aceitaram que o pedido era justo e crítico. Talvez eles leiam devagar.

Muitas estórias bíblicas são relatadas apenas uma ou duas vezes, e por isso são difíceis de confirmar. O autor de Mateus, por exemplo, foi o único a mencionar que na crucificação pessoas mortas emergiram dos túmulos de Jerusalém, caminhando por aí se mostrando para os outros--um evento fantástico que dificilmente poderia escapar dos relatos do outros escritores dos Evangelhos, e outros historiadores do período. Mas mesmo que o silêncio dos outros possa enfraquecer a veracidade da estória, não a desmente. A refutação vem com contradições.

Thomas Paine atacou este assunto duzentos anos atrás em A Idade da Razão, tropeçando sobre dezenas de discrepâncias do Novo Testamento:

    "Eu deixo isto em uma posição que não pode ser controvertida," ele escreveu, "primeiro, que a concordância entre todas as partes da história não prova que a estória é verdadeira, por que as partes podem concordar e o conjunto pode ser falso; segundo, que a não-concordância das partes da estória prova que o conjunto não pode ser verdadeiro."

Já que a Páscoa é contada por cinco escritores diferentes, isto dá uma das melhores chances para confirmar ou refutar o relato. Os Cristãos devem ficar felizes com a oportunidade.

Um dos primeiros problemas que achei está em Mateus 28:2, depois que duas mulheres chegam na sepultura: "E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela." (Vamos ignorar o fato que nenhum outro escritor mencionou este "grande terremoto.") Esta estória diz que a pedra foi removida depois que as mulheres chegaram, na presença delas.

Já o Evangelho de Marcos diz que isto aconteceu antes da chegada das mulheres: "E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida."

Lucas escreve: "E acharam a pedra revolvida do sepulcro." João concorda. Sem terremoto, sem pedra rolando. É três votos contra um: Mateus perde. (Ou então os outros três estão errados.) O evento não pode ter acontecido antes e depois que elas chegaram.

Alguns defensores da bíblia afirmam que Mateus 28:2 foi planejado para ser entendido no passado perfeito, mostrando o que aconteceu antes que as mulheres chegassem. Mas todas a passagem está no tempo aorístico (passado), e ele é, em contesto, como um simples relato cronológico. Mateus 28:2 começa,"E eis que houvera" e não "E houve". Se este verso pode ser embaralhado tão facilmente, então o que nos impede de botar a enchente antes da arca, ou a crucificação antes da natividade?

Outro problema berrante é o fato que em Mateus a primeira aparição de Jesus pós-ressurreição para os discípulos aconteceu em uma montanha na Galiléia (não em Jerusalém, como a maioria dos Cristãos acredita), como predito pelo anjo sentado na pedra recém-movida: "e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis." Isto deve ter sido de suprema importância, já que esta era a mensagem de Deus através do(s) anjo(s) na sepultura. Jesus até predisse isto seis horas antes, durante a Última Ceia (Mateus 26:32)

Depois de receber esta mensagem angelical, "Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara. Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram." (Mateus 28:16-17) Lendo isto literalmente, e em contexto, é claro que Mateus intente que esta seja a primeira aparição. Se Jesus tivesse sido visto antes disso, porque alguns duvidariam?

Marcos concorda com o relato de Mateus sobre a mensagem dos anjos sobre Galiléia, mas conta uma estória diferente sobre a primeira aparição. Lucas e João relatam mensagens diferentes dos anjos e então contradizem radicalmente Mateus. Lucas mostra a primeira aparição na estrada para Emaús e então em uma sala em Jerusalém. João diz que isto aconteceu mais tarde, naquela noite em uma sala, menos Tomé. Estas mensagens angelicais, localizações e viagens durante o dia são impossíveis de reconciliar.

Os crentes algumas vezes usam a analogia de cinco homens cegos examinando um elefante, todos vindo com uma definição diferente: tronco de uma árvore (perna), corda (cauda), mangueira (tromba), muro (lado) e pano (orelha). Pessoas que usam este argumento esquecem que cada um dos homens cegos estava errado: um elefante não é uma corda ou uma árvore. Você pode por as cinco partes juntas e chegar a um agregado não-contraditório do animal inteiro. Isto não foi feito com a ressurreição.

Outra analogia usada algumas vezes pelos defensores da fé é comparar as contradições da ressurreição com relatos de testemunhas de um acidente de carro. Se uma testemunha disse que o veículo era verde e a outra disse que era azul, isto pode ser explicado por ângulos diferentes, luminosidade, percepção, ou outras definições. A coisa importante, eles afirmam, é que eles concordam no básico da estória--houve um acidente, houve uma ressurreição.

Não sou um fundamentalista literal. Não estou querendo que os evangélicos tenham sido testemunhas infalíveis. (De qualquer maneira, nenhum deles afirma ter estado no sepulcro.) Mas e se uma pessoa disser que o acidente aconteceu em Chicago e a outra disse que aconteceu em Milwalkee? Ao menos uma dessas testemunhas tem sérios problemas com a verdade.

Lucas diz que a aparição pós-ressurreição aconteceu em Jerusalém, mas Mateus diz que ela aconteceu na Galiléia, entre sessenta e cem milhas de distância! Será que eles poderiam ter viajado 150 milhas naquele dia, a pé, marchando até Galiléia para a primeira aparição e depois voltar a Jerusalém para a janta? Não há menção de cavalos, mas doze puros-sangues bem tratados correndo a uma velocidade perigosa, a mesma que o corvo voa, iriam precisar de cerca de cinco horas para a viagem, sem descansar. E durante este cenário excêntrico, poderia Jesus ter achado tempo para um passeio para Emaús, aceitando, "perto da noite" um convite para jantar? Tem alguma coisa está errada aqui.

Este é apenas a ponta do iceberg. Claro, nenhuma destas contradições prova que a ressurreição não aconteceu, mas elas criam uma dúvida considerável na confiabilidade das supostas testemunhas. Algumas delas estavam erradas. Talvez todas elas estivessem erradas.

Este desafio poderia ser mais difícil. Eu poderia pedir porque relatos de seres sobrenaturais, desaparecendo e materializando-se do nada, defuntos mortos há muito tempo voltando à vida e pessoas levitando devem ser considerados seriamente. Thomas Paine foi um dos primeiros a apontar que afirmações excessivas requerem provas excessivas.

Protestantes e Católicos não parecem ter problemas em aplicar um ceticismo saudável sobre os milagres do Islã, ou à visita "histórica" entre Joseph Smith e o anjo Moroni. Por que os Cristãos devem tratar suas afirmações exorbitantes de modo diferente? Por que alguém que não estava lá é mais ávido em acreditar do que Tomé, que viveu durante aquele tempo, ou os outros discípulos que disseram que as notícias das mulheres sobre o sepulcro "pareceram-lhes como um delírio as palavras das mulheres e não lhes deram crédito." (Lucas 24:11)?

Paine também mostra que tudo na bíblia são rumores. Por exemplo, a mensagem no sepulcro (se é que realmente aconteceu) tomou este caminho, no mínimo, antes de chegar aos seus olhos: Deus, anjo(s), Maria, discípulos, autores dos Evangelhos, transcritores, tradutores. (Os Evangelhos são todos anônimos e nós não temos versões originais.)

Mas as primeiras coisas antes: Cristãos, ou vocês me dizem exatamente o que aconteceu no Domingo de Páscoa, ou vamos apenas deixar o mito de Jesus enterrado perto de Eastre (Ishtar, Astarte), a Deusa da Primavera pagã através da qual o seu dia-santo foi nomeado.

***

Aqui estão algumas das discrepâncias sobre os relatos da ressurreição:

A que horas as mulheres visitaram o sepulcro?

    * Mateus: "quando já despontava o primeiro dia da semana" (28:1)
    * Marcos: "ao levantar do sol" (16:2)
    * Lucas: "bem de madrugada" (24:1)
    * João: "sendo ainda escuro" (20:1)

Quem eram as mulheres?

    * Mateus: Maria Madalena e a outra Maria (28:1)
    * Marcos: Maria Madalena, Maria a mãe de Tiago, e Salomé (16:1)
    * Lucas: Maria Madalena, e Joana, e Maria mãe de Tiago; também as outras. (24:10)
    * João: Maria Madalena (20:1)

Qual era seu propósito?

    * Mateus: Ver o sepulcro (28:1)
    * Marcos: Já tinham visto o sepulcro (15:47), trouxeram especiarias (16:1)
    * Lucas: Já tinham visto o sepulcro (23:55), trouxeram especiarias (24:1)
    * João: O corpo já tinha sido tratado antes delas chegar. (19:39,40)

O sepulcro estava aberto quando chegaram?

    * Mateus: Não (28:2)
    * Marcos: Sim (16:4)
    * Lucas: Sim (24:2)
    * João: Sim (20:1)

Quem estava no sepulcro quando chegaram?

    * Mateus: Um anjo (28:2-7)
    * Marcos: Um homem jovem (16:5)
    * Lucas: Dois homens (24:4)
    * João: Dois anjos (20:12)

Onde esses mensageiros estavam?

    * Mateus: Anjo sentado na pedra (28:2)
    * Marcos: Homem jovem sentado dentro, na direita (16:5)
    * Lucas: Dois homens de pé, dentro (24:4)
    * João: Dois anjos sentando em cada canto da cama (20:12)

O que o(s) mensageiro(s) disse(ram)?

    * Mateus: "Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; e ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que vo-lo tenho dito." (28:5-7)
    * Marcos: "Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse." (16:6-7)
    * Lucas: "Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressurgiu. Lembrai-vos de como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressurja." (24:5-7)
    * João: "Mulher, por que choras?" (20:13)

As mulheres contaram o que aconteceu?

    * Mateus: Sim (28:8)
    * Marcos: Não. "e não disseram nada a ninguém, porque temiam." (16:8)
    * Lucas: Sim. "anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais." (24:9,22-24)
    * João: Sim (20:18)

Quando Maria retornou do sepulcro, ela sabia que Jesus tinha ressuscitado?

    * Mateus: Sim (28:7-8)
    * Marcos: Sim (16:10,11)
    * Lucas: Sim (24:6-9,23)
    * João: Não (20:2)

Quando Maria viu Jesus pela primeira vez?

    * Mateus: Antes que ela retornasse aos discípulos (28:9)
    * Marcos: Antes dela retornar aos discípulos (16:9,10)
    * João: Depois dela retornar aos discípulos (20:2,14)

Jesus podia ser tocado depois da ressurreição?

    * Mateus: Sim (28:9)
    * João: Não (20:17), Sim (20:27)

Depois das mulheres, para quem Jesus apareceu primeiro?

    * Mateus: Onde discípulos (28:16)
    * Marcos: Dois discípulos no campo, depois para os onze (16:12,14)
    * Lucas: Dos discípulos em Emaús, depois para os onze (24:13,36)
    * João: Dez discípulos (Judas e Tomé estavam ausentes) (20:19,24)
    * Paulo: Primeiro a Cefas (Pedro), depois aos onze. (Onze? Judas estava morto). (1º Corintios 15:5)

Onde Jesus apareceu primeiro para os discípulos?

    * Mateus: Em uma montanha na Galiléia (a 60-100 milhas de distância) (28:16-17)
    * Marcos: Para dois no campo, para os onze ?reclinados à mesa? (16:12,14)
    * Lucas: Em Emaús (a cerca de sete milhas) à noite, para o resto em uma sala em Jerusalém mais tarde nessa noite. (24:31,36)
    * João: Em uma sala, à noite (20:19)

Os discípulos acreditaram nos dois homens?

    * Marcos: Não (16:13)
    * Lucas: Sim (24-34--é o grupo falando aqui, não os dois)

O que aconteceu na aparição?

    * Mateus: Discípulos rezam, alguns duvidam, disse "Vão pregar." (28:17-20)
    * Marcos: Jesus os repreendeu, disse "Vão pregar." (16:14-19)
    * Lucas: Cristo incógnito, desaparecimento, materializou-se do nada, reprimenda, janta (24:13-51)
    * João: Transpassou uma porta sólida, discípulos contentes, Jesus os abençoam, não reprimenda (21:19-23)

Jesus ficou por um tempo na Terra?

    * Marcos: Não (16:19) Comparar 16:14 com João 20:19 para mostrar que tudo foi feito no Domingo
    * Lucas: Não (24:50-52) Tudo aconteceu no Domingo
    * João: Sim, ao menos oito dias (20:26, 21:1-22)
    * Atos: Sim, ao menos quarenta dias (1:3)

Onde aconteceu a ascensão?

    * Mateus: Sem ascensão. O livro termina na montanha na Galiléia
    * Marcos: Em ou perto de Jerusalém, depois da janta (16:19)
    * Lucas: Em Betânia, bem perto de Jerusalém, depois da janta (24:50-51)
    * João: Sem ascensão
    * Paulo: Sem ascensão
    * Atos: Ascendeu do Monte das Oliveiras (1:9-12)