INSANIDADE COLETIVA: Abril 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A bíblia e suas contradições...

Muitos cristãos questionam por que não acreditar na palavra do senhor: "Ela é a salvação, a libertação, o guia da moral e do bem". Pois bem, eis que lemos a bíblia e ainda assim não a vemos como nada além de um livro velho e mitológico. A bíblia judáico-cristã, sagrada para uns, inútil para outros, é levada muito a sério, como a verdade absoluta, a certeza e afirmação. Quando questionados sobre as contradições e imoralidades, nela escritas, começa então todo um trabalho de imaginação para tentar provar que o que está escrito não é o que queriam escrever, e que por sua vez, não significa o que significa, "É simbolismo... temos que ler e interpretar o que deus queria dizer". Bom, se deus fez um livro pra servir como lição para o homem na terra, onisciente, onipresente e onipotente que é, sacaria uma maneira de fazer-se entender perfeita e claramente, coisa que não vemos na 'bíblia sagrada'. Deixo vocês com apenas algumas das muitas contradições encontradas nesse livro obsoleto e inútil:

1. A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus (II Timóteo 3:16).
Mas em alguns trechos é negada a inspiração divina (I Coríntios 7:6;5:12) (II Coríntios 11:17).

2. Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4).
Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram ? inundação (Gênesis 7:23).
Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33).

3. Deus diz para Noé que tudo o que se move e tem vida servirá de alimento para ele, e também toda a vegetação. Só não poderá comer da carne ainda com vida, ou seja, com sangue (Gênesis 9:3-4).
Deus diz que nem todos os animais podem ser consumidos (Deuteronômio 14:7-20).

4. Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9).
Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5).

5. Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11).
Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33).

6. Deus envia Moisés para o Egito resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10. 4:19-23).
No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. (Êxodo 4:24-26). Não proveu de explicação.

7. Deus mata todos os animais dos egípcios com uma forte pestilência. Nenhum sobreviveu ? pestilência (Êxodo 9:3-6).
Deus mata todos os animais dos egípcios com uma chuva de granizo (Êxodo 9:19-21,25). (Mas eles já não haviam morrido com a pestilência?)

8. Deus não foi conhecido por Abraão, Isaac e Jacó pelo nome de Javé (Êxodo 6:2-3).
O nome do Senhor já era conhecido (Gênesis 4:26).

9. Deus proíbe que seja feito a escultura de qualquer ser (Êxodo 20:4).
Deus ordenou a fabricação de estátuas de ouro (Êxodo 25:18).

10. Proibição do assassinato (Êxodo 20:13).
Deus manda Moisés matar todos os homens de Madiã (Números 31:7).

11. Proibição do roubo (Êxodo 20:15).
Deus manda roubar os egípcios (Êxodo 3:21-22).

12. Proibição da mentira (Êxodo 20:16)
Deus permiti a mentira (I Reis 22:22)

13. Você tem que julgar o próximo com justiça (Leviticus 19:15).
Não julgue ninguém para não ser julgado (Mateus 7:1).

14. Deus jamais se arrepende (I Samuel 15:29).
Deus se arrepende (Gênese 6:6) (Êxodo 32:14) (I Samuel 15:11,35) (Jonas 3:10).

15. Deus não pode mentir (Números 23:19).
Deus deliberadamente enviou um “espírito” mentiroso (I Reis 22:20-30) (II Crônicas 18:19-22).
Deus faz pessoas acreditarem em mentiras (II Tessalonicenses 2:11-12).
O Senhor engana os profetas (Ezequiel 14:9).

16. Aarão morreu no monte Hor. Imediatamente depois disso, os israelitas foram para Salmona e Finon (Números 33:38).
Aarão morreu em Mosera. Depois disso, os isralelitas foram para Gadgad e Jetebata (Deuteronômio 10:6-7).
Deus diz a Moisés que Aarão morreu no monte Hor (Deuteronômio 32:50).

17. Nós temos que amar Deus (Deuteronômio 6:5) (Mateus 22:37).
Nós temos que temer Deus (Deuteronômio 6:13) (I Pedro 2:17).

18. Deus escreveu nas tábuas as dez palavras da aliança (Deuteronômio 10:1-2,4).
Deus ditou e Moisés escreveu (Êxodo 34:27-28).

19. Josué queimou a cidade de Hai e reduziu-a a um monte de ruínas para sempre (Josué 8:28).
Hai ainda existe como uma cidade (Neemias 7:32).

20. Josué destruiu totalmente os habitantes de Dabir (Josué 10:38-39).
Os habitantes de Dabir ainda existem (Josué 15:15).

21. Saul destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 15:7-8,20).
David destruiu completamente os amalecitas (I Samuel 27:8-9).
Finalmente os amalecitas são mortos (I Crônicas 4:42-43).

22. Isaí teve sete filhos além de seu mais jovem, David (I Samuel 16:10.11).
David foi o sétimo filho (I Crônicas 2:15).

23. Saul tentou consultar o Senhor (I Samuel 28:6).
Saul nunca fez tal coisa (I Crônicas 10:13-14).

24. Saul cometeu suicídio (I Samuel 31:4-6) (I Crônicas 10:4-5).
Saul foi morto por um amalecita (II Samuel 1:8-10).
Saul foi morto pelos filisteus (II Samuel 21:12).

25. Davi tomou 1.700 cavaleiros de Adadezer (II Samuel 8:4).
Davi tomou 7.000 cavaleiros de Adadezer (I Crônicas 18:4).

26. Davi matou aos arameus 700 parelhas de cavalos e 40.000 cavaleiros (II Samuel 10:18).
Davi matou aos arameus 7.000 cavalos e 40.000 empregados (I Crônicas 19:18).

27. Israel dispõe de 800.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 500.000 homens (II Samuel 24:9).
Israel dispõe de 1.100.000 homens aptos para manejar espadas, enquanto que Judá dispõe de 470.000 homens (I Crônicas 21:5).

28. Satã provocou Davi a fazer um censo de Israel (I Crônicas 21:1).
Deus sugeriu Davi a fazer um censo de Israel (II Samuel 24:1).

29. Davi pagou 50 siclos de prata por gados e pelo terreno (II Samuel 24:24).
Davi pagou 600 siclos de ouro pelo mesmo terreno (I Crônicas 21:25).

30. Rei Josias foi morto em Magedo. Seus servos o levam morto para Jerusalém (II Reis 23:29-30).
Rei Josias foi ferido em Magedo e pediu para seus servos o levarem para Jerusalém, onde veio a falecer (II Reis 23:29-30).

31. Foram levados 5 homens dentre os mais íntimos do rei (II Reis 25:19-20).
Foram levados 7 homens dentre os mais íntimos do rei (Jeremias 52:25-26).

32. São citados os nomes de 10 pessoas que vieram com Zorobabel (Esdras 2:2)
São citados os nomes de 11 pessoas que vieram com Zorobabel (Neemias 7:7)

33. (Esdras 2:3 & Neemias 7:8) Estas passagens pretendem mostrar a quantidade de pessoas que voltaram do cativeiro babilônico. Compare o número para cada família: 14 deles discordam.

34. A terra vai durar para sempre (Salmos 104:5) (Eclesiastes 1:4).
A terra perecerá (II Pedro 3:10) (Hebreus 1:10-11).

35. Deus fala a respeito de sacrifícios com os filhos de Israel libertos do egito (Levítico 1:1-9).
Deus nega que houvesse dito algo sobre sacrifícios naquela ocasião (Jeremias 7:22).

36. O filho não deve ser castigado pelo erro do pai, ou vice-versa (Deuteronômio 24:16) (Ezequiel 18:20) (II Crônicas 25:4).
Deus vinga a crueldade dos pais nos filhos até a quarta geração (Êxodo 20:5) (Deuteronômio 5:9).
Todos os homens são culpados pelo pecado de Adão. A culpa passou de pai para filhos por diversas gerações (Romanos 5:12).

37. Jesus foi filho de José, que o foi de Jacob (Mateus 1:16).
Jesus foi filho de José, que o foi de Heli (Lucas 3:23).

38. O pai de Salathiel foi Jeconias (Mateus 1:12).
O pai de Salathiel foi Neri (Lucas 3:27)

39. Abiud é filho de Zorobabel (Mateus 1:13).
Resa é filho de Zorobabel (Lucas 3:27).
São citados os nomes de todos os filhos de Zorobabel, mas nem Resa e nem Abiud estão entre eles (I Crônicas 3:19-20).

40. Jorão era o pai de Ozias que era o pai de Joathão (Mateus 1:8-9).
Jorão era o pai de Occozias, do qual nasceu Joás, que gerou Amazias, que foi pai de Azarias que, finalmente, gerou Joathão (I Crônicas 3:11-12).

41. Josias era o pai de Jeconias (Mateus 1:11).
Josias era o avô de Jeconias (I Crônicas 3:15-16).

42. Zorobabel era filho de Salathiel (Mateus 1:12) (Lucas 3:27).
Zorobabel era filho de Fadaia. Salathiel era tio dele (I Crônicas 3:17-19).

43. Sale era filho de Cainan, neto de Arfaxad e bisneto de Sem (Lucas 3:35-36).
Sale era filho de Arfaxad e neto de Sem (Gênese 11:11-12).

44. Ninguém jamais viu a Deus (João 1:18, 6:46) (I João 4:12).
Jacob viu Deus cara a cara (Gênesis 32:30).
Moisés e os anciões de Israel viram Deus (Êxodo 24:9-11).
Deus falou com Moisés cara a cara (Êxodo 33:11) (Deuteronômio 34:10).
Ezequiel viu Deus em uma visão (Ezequiel 1:27-28).

45. Jesus curou um leproso depois de visitar a casa de Pedro e Simão (Marcos 1:29,40-42).
Jesus curou o leproso antes de visitar a casa de Pedro e Simão (Mateus 8:2-3,14).

46. O Diabo levou Jesus primeiro ao topo do templo e depois para um lugar alto para ver todos os reinos do mundo (Mateus 4:5-8).
O Diabo levou Jesus primeiro para o lugar alto e depois para o topo do templo (Lucas 4:5-9).

47. Quem crê no filho de Deus tem vida eterna (João 3:36).
Quem ama a Deus e ao seu próximo tem vida eterna (Lucas 10:25-28).
Quem guarda os 10 mandamentos tem vida eterna (Mateus 19:16-17).

48. O sermão conteve 9 beatitudes (Mateus 5:3-11).
O sermão conteve 4 beatitudes (Lucas 6:20-22).

49. Jesus adquiriu Mateus como discípulo depois de acalmar a tempestade (Mateus 8:26).
Jesus adquiriu Mateus (Levi) como discípulo antes de ter acalmado a tempestade (Marcos 2:14, 4:39)
Obs: O contexto identifica Levi como outro nome para Mateus. Compare [Mateus 9:9-17] com [Marcos 2:14-22] e com [Lucas 5:27-39].

50. O centurião se aproximou de Jesus e pediu ajuda para um criado doente (Mateus 8:5-7).
O centurião não se aproximou de Jesus. Ele enviou amigos e os anciões dos judeus (Lucas 7:2-3,6-7).

51. Jairo pediu a Jesus que ajudasse a sua filha, que estava morrendo (Lucas 8:41-42).
Ele pediu para que Jesus salvasse a filha dele que já havia morrido (Mateus 9:18).

52. Jesus disse aos seus discípulos que deveriam andar calçados com sandálias (Marcos 6:8).
Jesus lhes disse que não deveriam andar descalços (Mateus 10:10).

53. Deus confiou o julgamento a Jesus (João 5:22) (João 5:27,30 8:26) (II Coríntios 5:10) (Atos 10:42).
Jesus, porém, disse que não julga ninguém (João 8:15,12:47).
Os santos hão de julgar o mundo (I Coríntios 6:2).

54. A transfiguração de Jesus ocorreu 6 dias após a sua profecia (Mateus 17:1-2).
A transfiguração ocorreu 8 dias após (Lucas 9:28-29).

55. A mãe de Tiago e João pediu a Jesus para que eles se assentassem ao seu lado no reino (Mateus 20:20-21).
Tiago e João fizeram o pedido, ao invés de sua mãe (Marcos 10:35-37).

56. Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com dois homens cegos (Mateus 20:29-30).
Ao sair de Jericó, Jesus se encontrou com somente um homem cego (Marcos 10:46-47).

57. Dois dos discípulos levaram uma jumenta e um jumentinho para Jesus da aldeia de Bethfagé (Mateus 21:2-7).
Eles levaram somente um jumentinho (Marcos 11:2-7).

58. Jesus amaldiçoou a árvore de figo depois de ter deixado o templo (Mateus 21:17-19).
Ele amaldiçoou a árvore antes de ter entrado no templo (Marcos 11:14-15,20)

59. Um dia após Jesus ter amaldiçoado a figueira, os discípulos notaram que ela havia secado (Marcos 11:14-15,20)
A figueira secou imediatamente após a maldição ser posta (Mateus 21:19).

60. Jesus disse que Zacarias era filho de Baraquias (Mateus 23:35).
Zacarias era filho de Joiada (II Crônicas 24:20-22).

61. Jesus manda amarmos uns aos outros (João 13:34-35).
Você não pode ser um discípulo de Jesus a menos que já tenha aborrecido seus pais, seus irmãos, seus filhos ou sua esposa (Lucas 14:26).

62. Vestiram Jesus com um manto carmesim (Mateus 27:28).
Vestiram Jesus com um manto púrpura (Marcos 25:17) (João 19:2).

63. Após Pedro ter negado Jesus, o galo cantou pela segunda vez (Marcos 14:30,57-72).
O galo só cantou uma vez (Lucas 22:34,60-61) (Mateus 26:34,69-74)

Referência:
Um tudo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

2012

Muito tem-se falado sobre a tal profecia Maia, em que o mundo acabará em 2012. Muitos realmente acreditam nesse juízo final, muitos olham e tratam-na como mais um fim do mundo. Mais um? Sim, o mundo já 'acabou' uma porção de vezes. Para aqueles que acreditam em todo esse sensacionalismo Hollywood'iano e realmente aceita o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012. Claro, que uma profecia dos tempos das cavernas deve ser levada em conta, ainda mais num mundo onde a sociedade teima em impor um livro velho e mitológico como a verdade absoluta, a origem da moralidade e da ética, a causa primeira, a origem da vida e do universo.
Trecho retirado da edição 2137 da revista VEJA:
"Nenhuma das hipóteses do fim do mundo em 2012 mencionadas nesta reportagem faz sentido. O planeta Nibiru nem existe. A civilização maia, cujo auge se deu entre 300 e 900 da era cristã, tinha três calendários: o divino, o civil e o de longa contagem, que termina em 2012. "Mas os maias nunca afirmaram que isso era o fim do mundo", diz David Stuart, da Universidade do Texas, considerado um dos maiores especialistas em epigrafia maia. Uma mudança no eixo de rotação da Terra é impossível. "Nunca aconteceu e nunca acontecerá", garante David Morrison, cientista da Nasa, agência espacial americana. Reversão do campo magnético da Terra? Acontece de vez em quando, de 400 000 em 400 000 anos, e não causa nenhum mal à vida na Terra. Tempestade solar? Também acontece e em nada nos afeta. Derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da galáxia? Não haverá nenhum alinhamento planetário em 2012, e, bem, quem souber onde fica "o centro" da nossa galáxia ganha uma viagem interplanetária. Mas Patrick Geryl, que se prepara para o fim do mundo, está certo de que tudo termina em 2012. E se não terminar? Geryl pensa, olha para o alto e responde: "Não existe essa hipótese". Ele e seu grupo encontrarão uma boa explicação quando o dia raiar em 22 de dezembro de 2012. Afinal, é preciso se preparar para um novo fim do mundo."

Se você é daqueles que, mesmo assim, continuam a acreditar nessa profecia, te apresento outros 'fins do mundo', que claro, não aconteceram:

992 d.C.: Em 960, Bernard de Thurings anunciou, com alarme na Europa, que o mundo só tinha mais 32 anos de existência. Felizmente para ele morreu antes da data anunciada.

31.12.999: O mundo acabaria 1000 anos após o nascimento de Cristo. Parece não ter havido tanto "barulho" como se pensa. Mas é significativo que o Papa Silvestre II e o imperador Otão III tenham terminado as suas quesílias politicas.

31.12.1033: Afinal não se devia contar a partir do nascimento mas sim da morte de Cristo...

Setembro de 1186: O astrólogo João de Toledo, em 1179, anuncia o fim do mundo quando todos os planetas estiverem em conjunção em Libra. Se incluirmos o Sol, isso aconteceu em 23 de Setembro de 1186 às 16:15 TMG, ou a 3 de Outubro do novo calendário. O arcebispo de Cantuária pediu um dia de oração, o alinhamento ocorreu, o Fim do Mundo não.

1260: Joaquim de Fiore apontou para 1260. O ponteiro não estava bom.

1 Fevereiro 1524: Uma das datas mais espectaculares. O fim seria pela água. Em Junho de 1523 os astrólogos calcularam que o Fim se iniciaria em Londres com um dilúvio. 20.000 pessoas abandonaram as suas casas. O pároco de S. Bartolomeu construiu uma fortaleza com água e comida para dois meses de espera. Quando nada aconteceu fizeram-se novos cálculos que apontaram para mais cem anos. Mas esse ano foi mesmo especial! Nicolaus Pere previu que a conjunção dos principais planetas em Peixes (um simbolo da água), o que reforçava a ideia do diluvio. Uma das vozes que se levantou contra foi George Tannstetter, astrólogo e matemático. No seu horóscopo previu que viveria para lá de 1524, o que o levou a negar os outros calculos. Era um céptico. Uma inundação gigante foi prevista para 20 de Fevereiro (ou 2 de Fevereiro) pelo astrólogo Johannes Stroeffler em 1499. A conjunção envolvia Mercurio, Venus, Marte, Jupiter e Saturno, mais o Sol, todos em Peixes. Mas foi em 23 e não em 20. Em resposta a estas profecias, na Alemanha, as pessoas construiam barcos, e um Conde Von Iggleheim construiu uma arca com 3 andares. O mesmo se passava em Toulouse. Quando choveu ligeiramente na data prevista as pessoas atacaram a arca do Conde. Pessoas morreram.

1532: Frederick Nansea, bispo de Viena, achou que um grande desastre estava próximo. Acreditou nas testemunhas que o informavam do que viam: cruzes sangrentas no céu, um cometa, três sóis, um castelo no céu.

13 Outubro 1533, 8h00: Michael Stifel (tambem conhecido por Stifelius) calcula a data e hora a partir do Livro das Revelações. Quando o mundo não se evaporou, perdeu as suas vestes eclesiásticas.

1537: Uma lista de profecias surge em Dijon, França, atribuidos ao astrólogo Pierre Turrel, a titulo póstumo. Ele usou 4 métodos diferentes de cálculo, chegando a 4 datas diferentes espalhadas por 277 anos.

1544: Ver 1537.

1572: Eclipse solar em Londres e espectaculares novas no céu. Pânico geral.

1584: O astrólogo Ciprian Leowitz, incluido em 1559 no index de autores proibidos por Paulo IV, prediz o fim para 1584. Pelo sim, pelo não, calcula cartas astrológicas até 1614. Fez bem.

1648: O rabi Sabbati Zevi, de Smyrna, interpreta a cabala mostrando que o Messias e o seu advento chegam em 1648. Em 1665, apesar de nada ter acontecido, os seus seguidores tinham aumentado, e a nova data é marcada para 1666. Cidadãos de Smyrna abandonam o trabalho e preparam-se para o regresso a Jerusalem. Os problemas aumentam quando Zevi é preso pelo sultão de Constantinopla. Este converte Zevi ao Islamismo e o movimento acaba.

1704: O Cardeal Nicholas de Cusa, sem autorização do Vaticano, declara o Fim para 1704.

13.10. 1736: Novo fim do mundo a começar em Londres. Desta vez previsto por William Whiston. Nem sequer choveu.

1757: Emanuel Swedenberg anuncia o fim do mundo, informado por um anjo, segundo ele. Ninguem lhe ligou, nem os anjos.

1801: Uma das datas (foram 4) previstas pelo astrólogo Pierre Turrel. Nada... (como nas outras 3)

1814: Mais uma data de Pierre Turdel. Charles Mackay escreveu que "o mundo acenou tão contente como antes".

1874: Data calculada por Charles Taze Russel das Testemunhas de Jeová para o Fim.

1881: Data obtida através de medições na Grande Pirâmide de Gizé, no túmulo de Cheops. Novos cálculos, mais "precisos" alteram a data para 1936. Melhorando-se ainda a medição e os calculos, obteve-se 1953. Continuam a ser feitas medições.

1914: A segunda das datas das Testemunhas de Jeová.

1936: Novas medições na Grande Pirâmide.

1953: Novas medições na Grande Pirâmide.

1975: A terceira data das Testemunhas de Jeová. Errada como as outras.

1999: Jeane Dixon (1918-1997): "Em 1999, os E.U.A. e os seus aliados estarão em guerra como a Russia e os seus satélites. Misseis russos provocarão um holocausto nuclear nas cidades dos EUA".

Julho de 1999: Nostradamus, em X-72 afirma:
L'an mil neuf cens nonante neuf sept mois
Du ciel viendra grand Roy deffaieur
Ressusciter le grand Roy d'Angolmois
Avant aprés Mars regner par bon heur

O ano mil novecentos noventa nove, mês sete
Do céu virá grande Rei assustador
Ressuscitar o grande Rei dos Mongois
Antes e depois de Marte reinar por boa hora

18 de Agosto de 1999: Criswell (1907-1982): Um Arco Iris Negro (uma perturbação magnética na atmosfera causada por atrações gravitacionais no universo) retirará oxigénio da Terra. Esta deixará a sua órbita e encaminhar-se-á para o Sol.

Como bem vê, o mundo não acabou, então não seja paranóico!

Referências:
Humor Na Ciência
Revista Veja Online

terça-feira, 27 de abril de 2010

A hipótese de Gaia

A Hipótese de Gaia, também denominada como Teoria de Gaia, é uma tese que sustenta ser o planeta Terra um ser vivo. A hipótese foi apresentada em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock, afirmando que a biosfera do planeta é capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio-ambiente. Para chegar a essas conclusões, o cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. O nome Gaia é uma homenagem à deusa grega Gaia, da Terra. Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas.[1]


Respeite a natureza. Não seja um estúpido guiado cegamente por textos mitológicos, por charlatões e insanos. Não siga o exemplo de  Ronald Reagan, secretário do interior (E.U.A.), e sua política ambiental:

"Não temos de proteger o meio ambiente, o Retorno de Cristo está próximo".



Fonte: 1 Réporter Saúde

Sobre Nazareno e seu mito

Título original do artigo:
A maior farsa de todos os tempos: Jesus Cristo, um mito bíblico
Folheando as páginas da história humana, e não encontrando aí qualquer referência à passagem de Jesus pela terra, nós, estudiosos do assunto, nos convencemos de que ele nada mais é do que um mito bíblico. Pesquisando os Evangelhos na esperança de encontrar algo de positivo, nos deparamos mais uma vez com o simbolismo e a mitologia. A história que o envolve desde o nascimento até a morte é a mesma do surgimento de inúmeros deuses solares ou redentores. É notável o cuidado que tiveram os compiladores dos Evangelhos para não permitir que Jesus praticasse senão o que estava estabelecido pelas profecias do judaísmo. Assim, a vida de Jesus nada mais é do que as profecias postas em prática. O cristianismo e os Evangelhos são um modo de reavivamento da chama do judaísmo, ante a destruição do templo de Jerusalém. É uma transformação do judaísmo, de modo a existir dentro dos muros de Roma, de onde, posteriormente, ultrapassou os limites, alcançando boa parte do mundo. O sofrimento que o judaísmo infligiu ao povo pobre deveria ser o suficiente para que se acabasse definitivamente.
Acreditamos que a ambição de Constantino é que deu lugar ao alastramento do cristianismo, ou melhor dizendo, do judaísmo sob novas roupagens e novo enredo. Não fosse por isso, a falta de cumprimento das pretensas promessas de Abraão, de Moisés e do próprio Jesus Cristo já teria feito com que o judaísmo e o cristianismo fossem varridos da memória do homem. Há muito o homem já estaria convencido da falsidade que é a base da religião.
Idealizaram o cristianismo que, baseado no primarismo da maioria, deu novo alento ao judaísmo, criando assim, o capitalismo e a espoliação internacional. O liberalismo que surgiu graças ao monumental trabalho dos enciclopedistas é que possibilitou ao homem uma nova perspectiva de vida. A partir do enciclopedismo, os judeus e o judaísmo deixaram de ser perseguidos por algum tempo, e com isto, quase perdeu sua razão de ser.
Ao surgir Hitler e seu irracional nazismo, encontrou quase a totalidade dos judeus alemães integrada de corpo e alma na pátria alemã. O Führer deu então um novo alento ao judaísmo, ao perseguí-lo de modo desumano. Graças à perseguição de que foram vítimas os judeus de toda a Europa durante a guerra de 1940, surgiu a justificativa internacional para que se criasse o Estado de Israel. Talvez o Estado de Israel, revivendo sua velha megalomania racial, invalide em sangue a tendência natural para a socialização do mundo e universalização do conhecimento. A socialização do mundo acabaria com a irracional e absurda idéia de ser o judeu um bi-pátria. Nasça onde nascer, não se integra no meio em que nasce e vive. Daí a perseguição.
Os judeus ricos de todo o mundo carreiam para Israel todo o seu dinheiro e, com ele, a tecnologia e o conhecimento alugados. Graças a isto, poderá embasar ali os seus mísseis teleguiados, tudo quanto houver de mais avançado na química, física e eletrônica. Assim, terão meios de garantir a manutenção da sócio-economia estruturada no capitalismo. Esta é uma situação realmente grave, a qual poderá tornar-se dramática no futuro. O poder econômico concentrado em poucas mãos é uma ameaça contra o homem e sua liberdade.
Apesar de o cristianismo liderar o movimento que faz do homem e do seu destino o centro das preocupações das altas lideranças sociais, a grande maioria dos homens está marginalizada, porque o poder econômico do mundo acumula-se em poucas mãos. E, se permanecemos crendo em tudo quanto criaram os judeus de dois milênios atrás, isso é sinal de que não evoluímos o bastante para justificar o decurso de tanto tempo. Se o progresso científico e a tecnologia avançada não conseguirem nos libertar dos mitos, estará patente mais uma vez o estado pueril em que ainda se encontra o desenvolvimento mental do homem.
O homem não será totalmente livre enquanto permanecer preso às convenções religiosas, as quais possuem como único fundamento o mito e a lenda. Se assim falamos, não é que estejamos sendo movidos por um anti-semitismo ou um anticlericalismo doentio; de modo algum isto é verdadeiro. O que nos motiva à colocar em pauta o assunto é o desejo de ver um crescente número de pessoas partilhar conosco do conhecimento da verdade. Temos dito repetidas vezes que tudo aquilo em que se fundamenta o cristianismo é apenas uma compilação de velhas lendas dos deuses adorados por diversos povos.
Strauss diz que saiu do Velho Testamento a pretensão de que Jesus encarnar-se-ia em Maria, através do Espírito Santo. Em números, 24:17 estava previsto que uma estrela guiaria os reis magos. Cantu lembra que, juntando-se os livros do Velho Testamento com os do Novo, teremos 72 livros, o mesmo número de anciãos teria Moisés escolhido para subir com ele ao Monte Sinai. O Velho Testamento previa que o povo seguiria a Jesus, mesmo sem conhecê-lo. Seriam os peixes retirados da água pelos apóstolos, e os mesmos da pescaria de São Jerônimo.
Moisés teria feito da pedra o símbolo da força de Jeová, por isto, Jesus devia dar a Pedro as chaves do céu. Oséias 11:1 e Jeremias 31:15-16-4-10-28 profetizam que o Messias seria chamado por Jeová, do Egito, ligado ao pranto de Raquel pelo assassinato dos filhos. Então arranjaram a terrível matança dos inocentes, a qual consta apenas em dois evangelhos, sendo silenciado o assunto pelos outros dois e pelos relatos enviados a Roma. Strauss lembra também que a discussão de Jesus com doutores do templo, assim como a passagem de Ana e Semeão, bem como a circuncisão, estava tudo previsto no Velho Testamento.

Diz ainda que ele teria ido para Nazaré após o regresso do Egito apenas para que os Evangelhos pudessem lhe atribuir o apelido de nazareno. Entretanto, Nazaré não existia, pelo menos naquela época; era uma cidade fantasma, só passando a existir nas páginas dos Evangelhos. Assim, Jesus foi nazareno, não por ter nascido em Nazaré, visto que não poderia nascer em dois lugares, como também não poderia nascer em uma cidade que não existia. Ele foi nazareno por ter sido um comunista essênio.
A anunciação e o nascimento de João Batista foram copiados do Talmud. As tentações de Jesus pelo demônio, no deserto, segundo Emilio Bossi, foram copiadas das Escrituras. Os quarenta dias passados no deserto são oriundos do cabalismo de Roma e da crença dos babilônios, os quais atribuíam a esse número força cabalística. Por isso, tal número repete-se várias vezes no decorrer das dissertações bíblicas: o dilúvio descrito na Bíblia durou quarenta dias; Moisés esteve quarenta anos na corte do Faraó; passou quarenta anos no deserto, e os ninivitas jejuaram quarenta dias.
Ezequiel teria sido conduzido por um espírito de um lugar para outro, através do espaço. Abraão teria sido tentado pelo demônio; os mesmos episódios passaram ao Novo Testamento, tendo Jesus como protagonista. Perguntamos nós: por que tais coisas não se repetem mais? A resposta só pode ser esta: elas jamais aconteceram. Tudo isto não passa de lendas ou sonhos, os quais foram impostos como fatos reais.
O Talmud diz: “Então se abrirão os olhos aos cegos e os ouvidos aos surdos”. Jesus teria de dizer: “Então o coxo pulará como o cervo e a língua dos mudos se soltará”. Em Lucas 4:27 Jesus cura Naamã, reproduzindo uma cura efetuada por Eliseu, de um outro leproso. Elias e Eliseu ressuscitaram mortos, por seu lado, Jesus ressuscitaria a Lázaro. Os discípulos de Jesus, não sabendo como curar os endemoniados, recorrem ao Mestre. Passagem semelhante está em Eliseu, cujo servo teria recorrido a ele para curar o filho da sunamita.
A multiplicação dos pães e dos peixes é a repetição de Moisés no deserto, fazendo cair maná e cordonizes. Moisés transformou as águas do rio em sangue e Jesus transforma a água em vinho. Em Jeremias 7:11 e Isaías 56:7 está escrito que o templo não deve se converter em um covil de ladrões, o que leva os evangelistas a dizer que Jesus expulsou os mercadores do templo. A transfiguração de Jesus é a mesma coisa que aconteceu a Moisés, ao subir ao Monte Sinai, quando encontrou com Jeová. Aliás, Moisés havia prometido que viria um profeta semelhante a ele.
A traição de Judas repete o mesmo acontecimento em relação a Crestus. A prisão de Jesus foi descrita de modo igual no Talmud. A fuga dos apóstolos estava prevista por Isaías. Jesus foi crucificado na Páscoa, representando o cordeiro pascal. Essas comparações patenteiam a existência do cristianismo muito antes de Filon. De onde se deduz que Jesus foi inventado de acordo com as Escrituras, sem esquecer de anexar as idéias de Filon ao relato de sua pretensa vida.
Fócio demonstrou que os Evangelhos foram copiados de Filon. São Clemente e Orígenes, embora fossem padres da Igreja, orientaram-se por Filon e não pelo bispo de Roma. Estas citações seriam suficientes para se provar que Jesus jamais existiu. É apenas um produto da mente clerical, a qual o compôs baseada em mitos e lendas.

Fonte: Ceticismo.wordpress 1 e 2

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Êxodo e a atravessia do Mar Vermelho

Não há registro arqueológico ou histórico da existência de Moisés ou dos fatos descritos no Êxodo. A libertação dos hebreus, escravizados por um faraó egípcio, foi incluída na Torá provavelmente no século VII a.C., por obra dos escribas do Templo de Jerusalém, em uma reforma social e religiosa. Para combater o politeísmo e o culto de imagens, que cresciam entre os judeus, os rabinos inventaram um novo código de leis e histórias de patriarcas heróicos que recebiam ensinamentos diretamente de Jeová. Tais intenções acabaram batizadas de "ideologia deuteronômica", porque estão mais evidentes no livro Deuteronômio. A prova de que esses textos são lendas estaria nas inúmeras incongruências culturais e geográficas entre o texto e a realidade. Muitos reinos e locais citados na jornada de Moisés pelo deserto não existiam no século XIII a.C., quando o Êxodo teria ocorrido.


Esses locais só viriam a existir 500 anos depois, justamente no período dos escribas deuteronômicos. Também não havia um local chamado Monte Sinai, onde Moisés teria recebido os Dez Mandamentos. Sua localização atual, no Egito, foi escolhida entre os séculos IV e VI d.C., por monges cristãos bizantinos, porque ele oferecia uma bela vista. Já as Dez Pragas seriam o eco de um desastre ecológico ocorrido no Vale do Nilo quando tribos nômades de semitas estiveram por lá.

Vejamos agora o caso de Abraão, o patriarca dos judeus. Segundo a Bíblia, ele era um comerciante nômade que, por volta de 1850 a.C., emigrou de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã (na Palestina). Na viagem, ele e seus filhos comerciavam em caravanas de camelos. Mas não há registros de migrações de Ur em direção a Canaã que justifiquem o relato bíblico e, naquela época, os camelos ainda não haviam sido domesticados. Aqui também há erros geográficos: lugares citados na viagem de Abraão, como Hebron e Ber-sheba, nem existiam então. Hoje, a análise filológica dos textos indica que Abraão foi introduzido na Torá entre os séculos VIII e VII a.C. (mais de 1 000 anos após a suposta viagem). Então, como surgiu o povo hebreu? Na verdade, hebreus e canaanitas são o mesmo povo. Por volta de 2000 a.C., os canaanitas viviam em povoados nas terras férteis dos vales, enquanto os hebreus eram nômades das montanhas. Foi o declínio das cidades canaanitas, acossadas por invasores no final da Idade do Bronze (300 a.C. a 1000 a.C.), que permitiu aos hebreus ocupar os vales. Segundo a Bíblia, os hebreus conquistaram Canaã com a ajuda dos céus: na entrada de Jericó, o exército hebreu toca suas trombetas e as muralhas da cidade desabam, por milagre. Mas a ciência diz que Jericó nem tinha muralhas nessa época. A chegada dos hebreus teria sido um longo e pacífico processo de infiltração.
Este vídeo relata com detalhes impressionantes a verdadeira história de Moisés e a travessia do Mar Vermelho. A obra de Deus tem que ser divulgada para o mundo, a mídia quer deixar as pessoas cépticas em relação à Deus.





O publicador do vídeo no youtube afirma que essas são evidências claras, e que a mídia encobre. Perguntado sobre como 2 a 3 milhões de pessoas morariam em uma região quarenta anos, 38 destes em um lugar especfíco, sem deixar resquícios de sua passagem, o próprio entra em contradição e me manda a resposta:
Evidências são para incrédulos ateus como você criança. Deus não veio para incrédulos. Nosso conhecimento vai muito além de sua compreensão humana. Você não vê o ar que respira, mas sabe que existe. Assim é DEUS e o Espírito Santo.
Sabemos que o ar existe, pois é evidenciado e provado. Corroborado por estudos científicos e sabemos que, nescessitamos do ar, ao contrário dos mitos, que não passam de cultura popular. Assim como Dawkins bem fala em seu livro, The God Delusion, que se há 'evidências' a favor da mitologia pessoal, a ciência passa a ser uma fonte confiável. LOL.


Reforçando:


Como é possível que 2 milhões de israelitas ¹ tenham sobrevivido por 40 anos no deserto do Sinai, junto com seus animais e carregados com o tesouro dos egípcios ²?
A região, até hoje, e mesmo com a tecnologia moderna, mal consegue sustentar uns 50 mil beduínos (no máximo; os números são imprecisos e variam de 5 a 50 mil), sendo que muitos deles vivem em cidades.
A arqueologia encontrou sinais de povos caçadores-coletores em vários lugares do Sinai, mas datam de antes e depois da época em que o Êxodo deveria ter ocorrido. Dessa época, só foram encontrados restos deixados pelos soldados egípcios e, mesmo assim, ao longo de uma antiga estrada ao norte, não onde os judeus teriam estado.
Como é que grupos pequenos, com dezenas ou centenas de nômades, deixaram vestígios detectáveis e 2 milhões de israelitas, durante 40 anos, não?
Alguns crentes alegam que os israelitas viviam fugindo e nunca passavam muito tempo no mesmo lugar. Mas, segundo o Deuteronômio, eles passaram quase todo esse tempo nas proximidades do oásis de Kadesh-barnea, na parte leste do Sinai. O versículo 2:14 especifica: 38 anos. Não há sinais de 38 anos de permanência de 2 milhões de pessoas.


¹Êxodo 12:37 fala em 600.000 homens, o que, com mulheres e crianças, daria 2 milhões. Números 1:46 entra em detalhes, por tribo, e chega a 603.550. A maioria dos apologistas cristãos concorda com esse número, embora apele para milagres para explicar sua sobrevivência.

² Êxodo 12:32–38:
Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim. Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés, e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos.
E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egipcios. Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de gado.
Referências:

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pagando com a mesma moeda

Pregação ateísta. Como seria uma pregação, a la mormons, defendendo o ponto de vista dos ateus? Confira no vídeo. Pagando com a mesma moeda.

A Origem do Universo - Nesteinstanteísmo

Vídeo bacana, intitulado A Origem do Universo - Nesteinstanteísmo, que eu vi no youtube.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A destruição de Sodoma e Gomorra

Os malditos cientistas aprontaram mais uma! Dessa vez, conseguiram uma explicação pro mito da destruição de Sodoma e Gomora. Caso vc não se lembre da história, Lot, o único homem justo lá, é visitado pelos anjos e estes disseram que Sodoma seria riscada do mapa, por que o boníssimo Javé acordara de ovo virado. Maiores detalhes no artigo Anjos: Para que servem? Mais especificamente, AQUI.<

Muito bem , a questão é que a BBC traz uma notícia interessante: Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide - que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma a e Gomorra.

Opa, interessante, não é mesmo? O pastor de cabra que não tava sem muito o que fazer no dia, viu o tal asteróide e compôs o seu mito. Ou, mais acertadamente, soube por outras fontes e a história ganhou proporções divinas. Nada de novo aí, como sempre. Conhecido como “Planisfério”, o referido bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos. Ele traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.

Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstróem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C., segundo o calendário juliano. Eu disse: JULIANO! Se você não sabe o que é, sugiro a leitura do artigo A Verdadeira História dos Calendários.

Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro. Uma pedrinha e tanto. De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande. O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.
Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados. Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.
O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes. Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo suposto Javé como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Lembram-se? Toda a população queria dar uns pegas nos anjos. hehehe Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto. Mais uma explicação científica. Nenhum deus foi necessário. Apenas um evento cosmológico comum. Asteróides caem a todo tempo na Terra. De vez em quando, cai um tão grandinho como esse.

Devo confessar que esse tal de "Planisfério" causou um rebuliço tremendo, evidências fortes, diria fortíssimas.  Algo que não se pode contestar, com base científica. Tal relato é muito relevante. No entanto, cristãos perante tal evidenciação, por todo o mundo, partiram a procura da refutação, a famosa, e até agora o melhor argumento que expuseram foi o próprio relato bíblico de tal ocasião, junto com reflexão de que Deus aje com "causas segundas". Hmm. Interessante.

Arca de Noé

Pai... O Judas me bateu!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

À toa na internet - Evos vs Crias

via:
Os Amorais – mau humor, humor negro e cabeças movidas à alcóol




Design inteligente? wtf!? Onde?




Argumentação criacionista.


Contra-argumentando a argumentação criacionista. XD

Argumentos a favor do evolucionismo

Artigo retirado do blog E-Portfólio, encontra-se em português de Portugal (pt-pt), o que não impede a compreensão do mesmo. Ótimo texto, faça uma boa leitura. Recomendo a ler também:
 
Desde Darwin até ao presente, os dados recolhidos por vários ramos da Biologia e da Geologia parecem confirmar o evolucionismo.
 
 
 
Argumentos de anatomia comparada
A anatomia comparada baseia-se no estudo comparado das formas e estruturas dos organismos com o fim de estabelecer possíveis relações de parentesco entre elas. Essas relações de parentesco ou filogenéticas são evidenciadas pela presença de órgãos homólogos, análogos e vestigiais.
Órgãos ou estruturas homólogas são órgãos com a mesma origem embriológica, estrutura básica e posição idêntica no organismo, mas que podem apresentar funções e aspectos diferentes. A sua existência explica-se por fenómenos de divergência, que significa que, à medida que os diferentes grupos se iam adaptando a diversos ambientes e nichos ecológicos, sofrendo pressões selectivas diferentes (como a selecção natural, mutação, deriva genética, etc), estes órgãos evoluíram de forma diferente a partir de uma estrutura ancestral comum, que depois passou a desempenhar funções diferentes. Isto reflecte uma evolução divergente. Exemplos disso são os membros anteriores dos Vertebrados.

Órgãos ou estruturas análogas são órgãos que têm origem embriológica, estrutura e posição relativa diferentes, desempenhando a mesma função e forma. Estes órgãos surgem quando espécies ancestrais diferentes colonizam habitats semelhantes, sofrendo pressões selectivas semelhantes, adquirindo adaptações semelhantes. Isto reflecte uma evolução convergente e um efeito adaptativo da selecção natural. Exemplos de órgãos análogos são os espinhos dos cactos e os das eufórbias.

Órgãos ou estruturas vestigiais são órgãos que resultam da atrofia de um órgão primitivamente desenvolvido. Nestes órgãos a selecção actua em sentido regressivo, privilegiando os indivíduos que possuem estes órgãos na sua forma menos desenvolvida. Exemplos destes órgãos no ser humano são: o apêndice intestinal, vértebras caudais, músculos auriculares e o dente do siso.

A existência de estruturas vestigiais evidenciam que, ao contrário do que defendem os fixistas, os indivíduos de uma dada espécie não se mantiveram imutáveis, alterando-se ao longo do tempo, sendo seleccionados de acordo com as condições ambientais.
Argumentos Paleontológicos
Ao estudar os fósseis confirma-se a presença de espécies extintas, o que contraria a ideia de imutabilidade das espécies (ex: dinossauros, amonites e trilobites).
As descobertas de sequências de fósseis ilustram as modificações sofridas ao longo de um processo de evolução por determinados grupos (Ex: série de cavalo), ajudando a construir árvores filogenéticas.Existem fósseis que possuem características que correspondem a dois grupos diferentes de organismos, sendo denominados de formas intermédias ou sintéticas. Um exemplo é o animal Archaeopteryx (figura ao lado) que apresenta caracteres comuns aos Répteis, dentes e escamas, e às Aves, penas e asas, o que sugere a existência de antepassados comuns para diferentes grupos de seres vivos.
As formas sintéticas também são chamadas de transição porque terão sido a transição de um grupo para outros grupos de organismos. Estas formas permitem documentar que os organismos que hoje se conhecem não são totalmente independentes uns dos outros quanto à origem.


Argumentos citológicos
A teoria celular defende que todos os seres vivos são constituídos por células. A célula é a unidade estrutura e funcional de todos os seres vivos, com vias metabólicas idênticas em seres vivos muito diferentes. Isto indica uma origem comum.

Argumentos biogeográficos
Defendem que as espécies tendem a ser mais semelhantes quanto maior é a sua proximidade geográfica. Quanto mais isoladas, maiores as diferenças entre si.

Argumentos embriológicos

O estudo comparado de embriões releva semelhanças nas primeiras etapas do seu desenvolvimento e estruturas comuns em embriões de diferentes grupos.
Argumentos bioquímicos
Nos últimos anos, os estudos de natureza bioquímica vieram dar um impulso notável à argumentação evolucionista, não só quantitativamente mas qualitativamente.
As provas bioquímicas apoiam a evolução na medida em que reforçam a ideia de origem comum dos diferentes grupos de seres vivos. Estes argumentos baseiam-se:
- No facto de todos os organismos serem basicamente constituídos pelo mesmo tipo de biomoléculas (proteínas, lípidos, glícidos, ácidos nucleicos);
- O facto do DNA e o RNA serem centrais no mecanismo global de produção de proteínas onde intervém um código genético universal;
- Universalidade do ATP como energia biológica utilizada pelas células;
- Existência de outras vias metabólicas comuns para além da síntese proteica como os processos respiratórios e modos de actuação das enzimas;

Ao estudarem-se as proteínas percebe-se que, quanto mais próximas evolutivamente se encontrarem as espécies mais semelhanças apresentam ao nível das proteínas. Este estudo também permite que se estabeleçam filogenias, onde se põe a hipótese de que a partir de uma molécula de DNA ancestral comum, por diferentes mutações, surgiram diferentes genes e, consequentemente, a sequência dos aminoácidos é diferente, originando diferentes moléculas.
Outra forma de estimar a proximidade entre espécies é analisando o DNA, através da hibridação do mesmo. Nesta técnica, misturam-se cadeias de DNA desenroladas de espécies diferentes e espera-se que ocorra o emparelhamento.
Outra forma de estabelecer um grau de parentesco entre diferentes grupos de animais são a partir de dados sorológicos que se baseiam-se nas reacções específicas entre antigenes e anticorpos, através da interpretação dos mecanismos de aglutinação.




Existem outros argumentos que apoiam o evolucionismo, como os parasitológicos, domesticação e selecção artificial, cariologia, classificação taxonómica, etc. Aqui foram estudados apenas os argumentos mais importantes.

A (i)moralidade religiosa

T.T
É +/- assim...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desmascarando o dilúvio

Uma das histórias mais absurdas do Velho Testamento com certeza é a que relata o dilúvio e a Arca de Noé. Um besteirol sem limites, digno das mais profundas fantasias de uma psique desvairada da natureza humana. E o mais incrível é saber que existe gente tão ignorante que afirma por A + B que aquele monte de bobagens ocorreu tal como descrito no Gênesis.
Aqui analisaremos os absurdos científicos, geográficos e históricos. Calce seu pé de pato e venha conosco, pois tudo começa em Gênesis cap. 6
1. Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,
2.
os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas.
3. O Senhor então disse: “Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, e a duração de sua vida será de cento e vinte anos.”
4.
Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos.
5. O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal.
6.
O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor.
7. E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei,
e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado.
Primeiramente, não eram todos filhos de Deus? Ou apareceu mais pessoas do nada? Estranho isso, posto que Deus (supostamente) criara tudo e todos. E estes “Filhos de Deus” apaixonam-se pelas filhas dos homens. Curioso. Então, deve-se admitir que são semi-deuses, certo? Isso é evidenciado no versículo 4, quando se diz que viviam gigantes sobre a terra. Mas, a religião judaica não é monoteísta? :shock:
No versículo 6, acontece algo desconcertante: Deus se arrepende!! Muito curioso mesmo, já que em Números 23:19 diz: Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?.
A melhor enganação argumentação para isso, seria que Deus depois de ter se arrependido por ter criado os homens, seria imune ao arrependimento. Só que isso não se sustenta, tomando por base a atemporalidade de Deus. Isto é, Deus estaria (supostamente) fora das barreiras do tempo-espaço. E olhe que eu nem questionei o porque do arrependimento, já que Deus deveria saber de antemão o que ia acontecer por ele ser onisciente… ;-)
Observando o versículo 7, ficamos numa outra dúvida: Se foi o homem a causa do arrependimento de deus, por que aniquilar os animais também? Deus não poderia ter exterminado só o Homem? Afinal, Javé é onipotente, não?
Muito bem, agora vamos examinar como a gloriosa Arca foi feita, descrita Gênesis, cap. 6
14. Faze para ti uma arca de madeira resinosa: dividi-la-ás em compartimentos e a untarás de betume por dentro e por fora.
15. E eis como a farás:
seu comprimento será de trezentos côvados, sua largura de cinqüenta côvados, e sua altura de trinta.
16.
Farás no cimo da arca uma abertura com a dimensão dum côvado. Porás a porta da arca a um lado, e construirás três andares de compartimentos.
17. Eis que vou fazer cair o dilúvio sobre a terra, uma inundação que exterminará todo ser que tenha sopro de vida debaixo do céu. Tudo que está sobre a terra morrerá.
18. Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.
19. De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.
20. De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.
Caso você não saiba, o côvado é uma antiga medida de distância; equivalente a mais ou menos dezoito polegadas (45,72 centímetros). Assim, temos uma arca com as seguintes medidas:
Comprimento: 300 x 45,72 = 137,16 metros
Largura: 50 x 45,72 =
22,86 metros
Altura: 30 x 45,72 =
13,76 metros

Gostaram? Mas o melhor é saber que só havia duas saídas. Uma porta lateral (citada no vers. 16) e uma janelinha (!) no topo com um côvado de dimensão, ou seja, 45,72cm. Uma arca meio abafada, não acham?
Para efeito de comparação, aqui estão as dimensões do Contratorpedeiro Pará:
Deslocamento (toneladas): 3.320-padrão / 3.585-plena carga
Dimensões (metros): 126,3 x 13,5 x 7,3 (sonar) / 4,4 (quilha)
Velocidade (nós): 27,5

Se considerarmos que a Arca tinha um formato estilo “caixa de sapato”, fácil é calcular o volume que ela ocupa para qualquer aluno do Ensino Fundamental. Basta multiplicar as dimensões. 137,16 x 22,86 x 13,76 = cerca de 43.144,17 m³. Parece muito? Mas, não é. Leve em conta que todos as espécies de animais estavam lá. Deveria haver um lugar para a comida, não só dos animais, mas para a família de Noé também, afinal se eles matassem um carneiro, estariam descumprindo as ordens de Deus. Outro detalhe importante é que haviam animais carnívoros. Como impedir que os leões atacassem as zebras? Como impedir que as raposas comessem os coelhos? E os gaviões, águias, abutres (estes últimos só se alimentam de carniça) etc? Para os herbívoros seria mais fácil? Fazem idéia do quanto os elefantes comem por dia?
Vamos examinar agora o critério para encher a Arca coma bicharada. Está muito bem descrito em Gênesis cap. 7
1. O Senhor disse a Noé: “Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque te reconheci justo diante dos meus olhos, entre os de tua geração.
2. De todos os animais puros tomarás
sete casais, machos e fêmeas, e de todos animais impuros tomarás um casal, macho e fêmea;
3. das aves do céu igualmente
sete casais, machos e fêmeas, para que se conserve viva a raça sobre a face de toda a terra.
4. dentro de sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres que eu fiz.”
5. Noé fez tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado.
6. Noé tinha seiscentos anos quando veio o dilúvio sobre a terra.
7. Para escapar à inundação, entrou na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
8. Dos animais puros e impuros, das aves e de tudo que se arrasta sobre a terra,
9. entraram na arca de Noé,
um casal macho e fêmea, como o Senhor tinha ordenado a Noé.
O versículo 9 contradiz o versículo 2. Afinal, no vers. 2, Deus estipula sete casais de animais puros. Mas, o vers. 9 diz somente um casal. Conseguem imaginar tanto bicho assim junto? E numa caixa de sapato com apenas uma janelinha de menos de 46 cm no teto. Javé não pensou muito no conforto de seus passageiros. Parece a administração dos trens urbanos.
Agora, vamos nos ater ao período e eventos durante a chuvarada, descritos ainda no cap.7.
17. O dilúvio caiu sobre a terra durante quarenta dias. As águas incharam e levantaram a arca, que foi elevada acima da terra.
18. As águas inundaram tudo com violência, e cobriram toda a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.
19. As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram
todos os altos montes que existem debaixo dos céus;
20. e elevaram-se
quinze côvados acima dos montes que cobriam.
21. Todas as criaturas que se moviam na terra foram exterminadas: aves, animais domésticos, feras selvagens e tudo o que se arrasta na terra, e todos os homens.
22. Tudo o que respira e tem um sopro de vida sobre a terra pereceu.
23. Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves dos céus, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.
24. As águas cobriram a terra pelo espaço de cento e cinqüenta dias.
Bom, vamos analisar melhor alguns pontos do que foi dito.
Primeiramente, vamos imaginar a seguinte cena: Noé, família e bicharada numa arca feita de madeira, impermeabilizada com betume (de onde ele tirou tanto betume?). Bom, as emanações dos gases hidrocarbonetos (que são inflamáveis) deveriam ter empesteado o ambiente (lembrem-se que só havia uma janelinha). Imagino que para alimentar os animais, deveriam usar lamparinas (não tinha como entrar luz, pois o aguaceiro não parava e, como dito antes, só havia uma janelinha.
Portanto, uma dessas duas coisas deveriam ter acontecido:
1) Todo mundo teria se asfixiado.
2) A Arca explodiria por causa da inflamação dos vapores combustíveis com uma mísera vela.
Agora, vamos imaginar uma cena pós chuvarada: Tudo alagado, nada vivo sobre a superfície da Terra. Corpos de animais e pessoas boiando (inclusive mulheres, velhos e crianças). A ação das bactérias e fungos iria causar o apodrecimento e o mau cheiro tomaria conta do mundo todo. Enquanto isso, Noé e família pouco se importavam, pois eles eram os únicos justos e Javé estava feliz com eles. Imagino o quão ruins eram aquelas criancinhas de colo…
Mas, e os fatores climáticos? De onde veio aquele aguaceiro? Bom, primeiro, vamos aprender sobre nuvens.
As nuvens são classificadas com base em dois critérios: aparência e altitude.
Com base na aparência, distinguem-se três tipos: cirrus, cumulus e stratus. Cirrus são nuvens fibrosas, altas, brancas e finas. Stratus são camadas que cobrem grande parte ou todo o céu. Cumulus são massas individuais globulares de nuvens, com aparência de domos salientes. Qualquer nuvem reflete uma destas formas básicas ou é combinação delas.
Com base na altitude, as nuvens mais comum na troposfera são agrupadas em quatro famílias: Nuvens altas, médias, baixas e nuvens com desenvolvimento vertical. As nuvens das três primeiras famílias são produzidas por levantamento brando sobre áreas extensas. Estas nuvens se espalham lateralmente e são chamadas estratiformes. Nuvens com desenvolvimento vertical geralmente cobrem pequenas áreas e são associadas com levantamento bem mais vigoroso. São chamadas nuvens cumuliformes. Nuvens altas normalmente tem bases acima de 6000 m; nuvens médias geralmente tem base entre 2000 a 6000 m ; nuvens baixas tem base até 2000 m. Estes números não são fixos. Há variações sazonais e latitudinais. Em altas latitudes ou durante o inverno em latitudes médias as nuvens altas são geralmente encontradas em altitudes menores.
Devido às baixas temperaturas e pequenas quantidades de vapor d’água em altas altitudes, todas as nuvens altas são finas e formadas de cristais de gelo. Como há mais vapor d’água disponível em altitudes mais baixas, as nuvens médias e baixas são mais densas.
TIPOS BÁSICOS DE NUVENS
FAMÍLIA DE NUVENS E ALTURA TIPO DE NUVEM CARACTERÍSTICAS
Nuvens altas
(acima de
6000 m)
Cirrus (Ci) Nuvens finas, delicadas, fibrosas, formadas de cristais de gelo.
Cirrocumulus (Cc) Nuvens finas, brancas, de cristais de gelo, na forma de ondas ou massas globulares em linhas. É a menos comum das nuvens altas.
Cirrostratus (Cs) Camada fina de nuvens brancas de cristais de gelo que podem dar ao céu um aspecto leitoso. As vezes produz halos em torno do sol ou da Lua.
Nuvens médias
(2000 - 6000 m)
Altocumulus
(Ac)
Nuvens brancas a cinzas constituídas de glóbulos separados ou ondas.
Altostratus (As) Camada uniforme branca ou cinza, que pode produzir precipitação muito leve.
Nuvens baixas
(abaixo de
2000 m)
Stratocumulus (Sc) Nuvens cinzas em rolos ou formas globulares, que formam uma camada.
Stratus (St) Camada baixa, uniforme, cinza, parecida com nevoeiro, mas não baseada sobre o solo. Pode produzir chuvisco.
Nimbostratus (Ns) Camada amorfa de nuvens cinza escuro. Uma das mais associadas à precipitação.
Nuvens com desenvolvimento vertical Cumulus (Cu) Nuvens densas, com contornos salientes, ondulados e bases freqüentemente planas, com extensão vertical pequena ou moderada. Podem ocorrer isoladamente ou dispostas próximas umas das outras.
Cumulonimbus
(Cb)
Nuvens altas, algumas vezes espalhadas no topo de modo a formar uma “bigorna”. Associadas com chuvas fortes, raios, granizo e tornados.
Observação: Nimbostratus e Cumulonimbus são as nuvens responsáveis pela maior parte da precipitação.
Fonte: http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap6/cap6-2-2.html
Bom, segundo Gênesis 7:20, o nível das águas chegou a quase 7 metros (15 côvados x 45,72cm) dos picos mais altos. Considerando que o Everest tem cerca de 8.844 metros, as águas chegaram a 8.851 metros. É muita água! E mais um detalhe: As chuvas viriam de um lugar ACIMA das nuvens. Curioso hein? Ou seja, as nuvens estariam chovendo debaixo d’água. Claro que sempre há aqueles que defendem a idéia das fontes do paraíso. Uma idéia absurda. Mesmo porque, não há vapor d’água a determinada altura. E mesmo que houvesse, o frio transformaria a água em granizo. Então, as pessoas e animais não morreriam afogadas, mas de traumatismo craniano dado o tamanho das pedras de gelo. :-D
E ainda há alguns crédulos que alegam uma analogia estúpida de uma torneira imersa num balde. Muito conveniente… Ainda mais pelo fato desses indivíduos esquecerem que a água NÃO BROTA da torneira. Ela vem de um reservatório que fica em lugar alto. Mais alto que o referido balde. Assim, defender esta besteirona é, ou estupidez cavalar ou mau-caratismo intelectual. Você escolhe. :-P
Para cada 10 metros que um mergulhador desce no mar, a pressão (em atmosferas) sofre um acréscimo de uma unidade. Se ele descer a 20m, estará sob uma pressão de 3 atm (1 atm da pressão ao nível do mar, mais 2 atm porque ele desceu 20m). Com 8.851m, a pressão no que seria originalmente o nível do mar sofreria um acréscimo de mais de 880 atm !!! :shock:
Sob essa pressão, nada existiria sobre a Terra. Nenhuma pintura rupestre, fóssil ou mesmo as Pirâmides do Egito!! Mas, elas estão lá. E , mais engraçado, não há nenhum relatos dos povos sobre tal acontecimento.
Não tem? Tem sim! ;-)
Chama-se Epopéia do Gilgamesh. Foi dele que o Gênesis foi grandemente copiado. Afinal, o Gilgamesh é o escrito mais antigo que se tem notícia. Para baixar o texto do Gilgamesh, clique AQUI.
Bom, o resto do relato do Gênesis descreve as peripécias de Noé e Cia Ltda.
O dilúvio não passa de CBD (Conversa pra Boi Dormir). Uma cópia descarada de escritos mais antigos, travestido aos interesses dos judeus em explicar como Deus gosta de matar tudo e todos quando não seguem exatamente o que ele manda. E pior: Ainda insistem no chamado “livre-arbítrio”.
Para terminar, só nos resta algumas perguntas.
1. No meio daquelas pessoas todas, APENAS Noé e família prestavam?
2. Bebês, velhos, pessoas doentes e deficientes físicos mereciam o aniquilamento?
3. Mesma pergunta para animais e plantas.
4. De onde veio aquele aguaceiro? e Para onde ele foi? (favor responder
sem violar as Leis da Termodinâmica)
5. Como o planeta resistiu a enormes pressões e forças?
6. Por que ninguém mais viu o ocorrido?
7. Se é apenas um conto alegórico, como é que há gente que atesta que é tudo verdade? Baseado em que, elas falam isso?
8. Será que Noé não demonstrou compaixão por aqueles que foram mortos? Ele era de boa índole, não era?
9. Se Deus é tão poderoso, por que não fez as pessoas más ficarem boas? Onde está o perdão e a misericórdia divina?
10. Se Deus é onisciente, por que ele permitiu que a maldade se alastrasse? Por que ele não impediu antes?
Perguntas, perguntas e mais perguntas… Todas elas sem resposta.
Afinal, não se justifica o injustificável, nem se explica o inexplicável…
Enquanto isso, Noé e família descarregam tudo. Mantimentos, roupas e animais. E eles fazem isso cercados pelos cadáveres de pessoas, animais e plantas que foram mortos pelo dilúvio enviado pelo misericordioso Deus…

Fonte: CETICISMO.NET