INSANIDADE COLETIVA: Agosto 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alienação vossa de cada dia


ALIENAÇÃO: UM INSTRUMENTO RELIGIOSO

A religião tem inicio no instinto humano, ou seja, no medo da morte, e por conseqüência no culto às divindades, com o intuito de manter com elas um relacionamento que os permita alcançar os favores por elas prometidos.

Esse sentimento também atingiu a sociedade moderna, mas com menos rigor e influencia, tendo modificado sistemas e ritos nas leis religiosas atuais. Essa mesma religião que fundara as sociedades antigas e as governou por muito tempo, igualmente moldou a alma humana e emprestou ao homem o seu caráter, isso ficou infundido de tal forma, que em nome dos deuses muitos crimes foram cometidos sob a batida do “cetro” religioso.

A alienação religiosa como tal ocorre na esfera da consciência, da interioridade humana, todavia, tem seus reflexos na vida real, pois foi à religião independente de sua ramificação que formou nosso caráter, nossa sociedade e nossa economia, e até hoje somos alienados pela sociedade também alienada, não forçadamente, mas construídas através do tempo nos mais diversos moldes.

O que mantem as pessoas alienadas a religião é o medo e a dúvida, medo do inferno, medo dos espíritos que vagueiam em nosso espaço, ora agindo a favor, ora perseguindo e perturbando o núcleo social. Medo também de Deus, por entender ser Ele o ser supremo e detentor do controle da vida e de tudo que existe. Os templos, sinagogas e mesquitas vivem lotados em função disso, vão lá mais por medo do que por amor.

Os discursos litúrgicos possuem conteúdos ameaçadores, “quem desobedecer às regras fica vulnerável aos males e maldiçoes do devorador”. Com isso os alienados contribuem por medo ou por interesse de adquirir bens matérias prometidos como resultado da contribuição.

Os grupos religiosos brincam com malas de dinheiro, dinheiro arrancado dos fiéis sob pretexto da manutenção da casa de Deus. Os sucessivos escândalos dizem o contrario com provas autenticas de patrimônios em nome dos caciques detentores do monopólio da religião.